Paraná tem mais de 500 mil pessoas desempregadas

Iasmim Calixto

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Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) aponta que o Paraná tem 9% de desempregados. Um total de 545 mil pessoas que estão à procura de uma colocação no mercado de trabalho, mas que estão economicamente ativas.

Apesar do índice estar abaixo da média nacional, o número crescente de trabalhadores que recorrem à alternativas em setores informais, chama a atenção dos analistas, sobretudo, pela precarização da mão de obra da população paranaense, que se submete a trabalhos sem carteira assinada.

De acordo com Fabiano Camargo, economista do Dieese, o aumento no índice de empregos no Estado é reflexo do aumento de trabalhadores sem carteira assinada. A cada 10 trabalhadores que estão entrando no mercado de trabalho, explica o especialista, oito se alocam em espaços informais de serviços.

“Grande parte do avanço da ocupação de trabalhadores, tanto no Brasil quanto no Paraná, é decorrente do crescimento de ocupações sem carteira assinada e também dos trabalhadores por conta própria. Ou seja, a desocupação está caindo em função de uma maior flexibilização e precarização do próprio mercado de trabalho”, ressaltou o especialista.

Ainda conforme o economista, a taxa de desemprego no Paraná está 3 pontos abaixo da média nacional, mas, se comparada a anos anteriores, os números são desanimadores à população do Estado.

“São 545 mil trabalhadores fora do mercado de trabalho. Há, ainda, o agravante da informalidade no Estado que também está crescendo, justamente em função do avanço dos trabalhos sem carteira assinada e autônomos”, destacou Camargo.

MERCADO FORMAL EXIGE CAPACITAÇÃO

Andressa Felcar, coordenadora de Recrutamento e Seleção de uma instituição de ensino superior de Maringá, dá dicas para a construção, formação e notoriedade do perfil de quem está à procura de emprego.

Para a coordenadora, o currículo do profissional deve ser breve e preciso. “O currículo deve vir de forma objetiva, que seja constituído com as informações essenciais do profissional, como dados pessoais, formação e escolaridade, experiências profissionais e destaques, como cursos”, comenta Felcar.

A capacitação do profissional e a assertividade nas respostas durante a entrevista de trabalho devem ser pontos a serem destacados pelo entrevistado, para melhorar as chances de contratação.

“Os recrutadores se baseiam nas experiências dos candidatos e também destacam aspectos que são de extrema importância na hora da entrevista de emprego, sendo eles pontualidade, simpatia, cordialidade, bem como se portar de forma modesta e comedida”, destacou.

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