Paraná tem os melhores índices do Brasil em transplante de órgãos

Vinicius Cordeiro


O Paraná é o estado recordista em transplantes de órgãos no Brasil em 2018. Foram 90,9 transplantes por milhão de população (pmp). Na sequência, aparecem Pernambuco seguido à distância por Pernambuco, com 69,2 pmp, e São Paulo, 67,4 pmp.

Os dados são da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) e foram divulgados na revista Registro Brasileiro de Transplantes.

Além disso, o estudo mostra que o país teve uma taxa média de doadores em 17 pmp, sendo que o Paraná fechou o ano com índice de 47,7 doadores pmp. Já nos dois primeiros meses de 2019, o estado já alcançou a marca de 47,2 doadores pmp.

CENÁRIO NACIONAL

A região Sul, com 35,9 doadores pmp, obteve uma taxa duas vezes superior à do Brasil (17,0 pmp) e do Sudeste (18,3 pmp).

Em contrapartida, a região Norte, que havia crescido de 0,6 doadores pmp em 2008 para 3,7 pmp em 2012, estagnou nos últimos anos numa taxa cinco vezes inferior à média do Brasil.

De acordo com a International Registry on Organ Donation and Transplantation (IRODAT 2017), o país é o segundo país do mundo em número de transplantes, ficando atrás dos Estados Unidos.

AUTORIZAÇÕES

O Paraná é destaque também no número de autorizações dos familiares – doações só acontecem com o aval dos parentes. Neste caso, os dados coletados são referentes a “não autorização dos familiares”. No Brasil, essa taxa ficou em 43% dos casos no Brasil. A meta nacional é ficar abaixo dos 35%, número alcançado apenas Santa Catarina, com 33%, e Paraná, com 27%. O último ainda chegou a marca de não ter fila para transplantes de córneas.

ESTRUTURA

“O Paraná tem um serviço bem estruturado e equipes capacitadas e realmente comprometidas com resultados de qualidade”, declarou o secretário da Saúde, Beto Preto.

O estado conta com 16 centros transplantadores de órgãos e 23 equipes atuantes. São sete centros transplantadores de medula, com oito equipes; 25 centros para transplantes de córnea; 23 centros transplantadores de tecido musculoesquelético, seis centros de válvulas cardíacas; cinco bancos de tecidos e seis laboratórios de histocompatibilidade.

Além da sede da Central Estadual de Transplantes (CET) em Curitiba, existem as Organizações de Procura de Órgãos (OPO) em Cascavel, Londrina e Maringá.

1.800 pessoas que aguardam por um transplante no Paraná. Já no Brasil, são mais de 33 mil pessoas.

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