Pedido de demissão de legista do caso Muggiati é encaminhado para governadora

BandNews FM Curitiba


O secretário de segurança, Julio Reis, acolheu, na terça-feira (15), o relatório da Comissão de Processo Administrativo Disciplinar, que opinou pela demissão do perito Daniel Colman, do Instituto Médico Legal de Curitiba (IML). O servidor foi o responsável por assinar o primeiro laudo de morte da fisiculturista Renata Muggiati. O legista foi indiciado por falsa perícia, também acabou alvo do processo administrativo, teve a demissão recomendada e agora acolhida pelo secretário de segurança.

A decisão foi encaminhada para a governadora Cida Borghetti, que é a responsável por aplicar a penalidade. O médico Raphael Suss Marques, então namorado de Renata, é acusado de matar a modelo, em setembro de 2015. Durante a instrução do processo, a delegada Aline Manzato, então na Divisão de Homicídios, apresentou o relatório do inquérito que indiciou Daniel Colman. No laudo original, o perito atesta que a modelo morreu em decorrência da queda do apartamento em que morava com o namorado.

No relatório do inquérito, obtido pela reportagem da Bandnews, a delegada aponta que há indícios de que o laudo seja falso. Em depoimento à polícia, testemunhas disseram que Daniel Colman teria recebido R$ 300 mil para confeccionar o laudo. Outra testemunha sigilosa também disse à polícia que Raphael Suss Marques se disse “tranquilo” com o caso, porque teria pago R$ 350 mil ao perito que apontou o suicídio de Renata. As investigações também mostraram que Daniel Colman teria ignorado exames importantes para finalizar o laudo. Um deles é o que aponta que a modelo tinha uma fratura em um osso, na região do pescoço.

Na época do crime, o exame complementar assinado pela perita Mara Segalla atestou a lesão em Renata. Foi depois desse procedimento que uma junta médica de legistas do IML exumou o corpo da modelo e atestou que a fisiculturista sofreu asfixia mecânica e já estava morta quando caiu do prédio em que morava. No mês passado, a direção da Polícia Científica do Paraná afirmou que afastaria o legista das funções no Instituto Médico Legal de Curitiba; segundo o setor jurídico da Secretaria de Segurança, isso não aconteceu, porque não havia previsão legal para a medida.

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