Perícias apontam indícios da participação de policiais em série de ataques em Londrina

Ricardo Pereira - BandNews FM Curitiba

Perícias apontam indícios de envolvimento de policiais militares em ataques que deixaram 12 pessoas mortas e 14 feridas em Londrina, norte do Paraná, em janeiro de 2016. Dezessete inquéritos foram abertos para investigar o caso, que ficou conhecido como “Noite Sangrenta”.

Os ataques foram registrados em oito pontos diferentes, após o assassinato de um policial militar. Dos 17, 16 ainda aguardam resultados periciais para a conclusão. Mais de 100 equipamentos eletrônicos – celulares, tablets e computadores, aguardam análise de peritos. Ainda não há uma previsão para conclusão dos trabalhos.

Até agora, dois policiais militares são réus no processo. Os dois são acusados de tentativa de homicídio por atirar contra três homens na madrugada de 30 de janeiro. Os três sobreviveram e os depoimentos serviram para embasar as denúncias contra os pms. Outro caso que também é investigado e pode estar relacionado é a morte de um carroceiro, em março de 2016. Sem motivo aparente, ele teria sido baleado e morto por quatro policiais.

Depois do assassinato, por telefone, o grupo pediu para que um quinto policial, acompanhado por outra pessoa – um publicitário, levasse uma arma até o local. A ligação foi gravada com autorização da Justiça e está entre as provas do inquérito.


Confrontos balísticos revelaram que a arma foi a mesma utilizada na “Noite Sangrenta”. O processo está na fase de instrução – na qual é decidido se eles vão, ou não, a júri popular.

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