Pesquisa da UEL desenvolve membrana capaz de ajudar na formação de pele, osso e cartilagem

Uma membrana capaz de ajudar na formação de pele, osso e cartilagem. Esse é o resultado de um projeto de pesquisa do pro..

AEN - 11 de outubro de 2019, 14:35

Divulgação/UEL
Divulgação/UEL

Uma membrana capaz de ajudar na formação de pele, osso e cartilagem. Esse é o resultado de um projeto de pesquisa do programa de pós-graduação do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia, do Centro de Ciências Exatas (CCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). A membrana é composta por nanopartícula bacteriana ou celulose (vegetal).

A iniciativa é liderada pelo professor Cesar Augusto Tischer, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia. Ele explica que, a partir do plástico biodegradável, é possível criar uma estrutura para suporte que proporciona o crescimento de células. Em uma impressora 3D, por exemplo, imprime-se uma estrutura em formato de orelha, aplica-se a membrana que serve como promotora para a proliferação das células.

“Esse material tem alta biocompatibilidade para a proliferação celular, responsável pela formação de tecidos”, diz. Para chegar a essa conclusão, a equipe realizou vários testes nos laboratórios do CCE. O professor destaca o estágio atual da pesquisa. “Sabemos produzir o material estruturante (orelha, por exemplo), sabemos incorporar o biopolímero

PESQUISA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO

A estudante Karen Stefany Conceição integra a equipe do professor Cesar Tischer. Ela é aluna, em nível de doutorado, do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia do CCE. “O que mais me chama a atenção nesse projeto é o enfoque na área de saúde e que trabalha com a biocompatibilidade”, afirma a estudante, graduada em Farmácia. Ela fez o mestrado no mesmo programa de Biotecnologia. “Gosto muito da área de pesquisa”.

INOVAÇÃO NA UEL

Cesar Tischer afirma que é grande a aplicabilidade dos estudos de nanopartículas (bacteriana e celulose) e cita Sabrina de Oliveira, mestre em Biotecnologia pela UEL. Sabrina teve projeto selecionado pelo Programa Sinapse da Inovação Paraná, executado pelo Governo do Estado, por meio da Celepar e Fundação Araucária. Ela está entre os 100 projetos aprovados na terceira e última etapa do programa. A seleção está em fase de recursos e o resultado final será divulgado em 15 de outubro.

Sabrina de Oliveira apresentou como problema as queimaduras provocadas pela radioterapia, as chamadas radiodermatites. A proposta de solução, descrita na página do Programa Sinapse da Inovação, é fabricar um produto à base de celulose bacteriana úmida para proteção e regeneração de pele, que agrega a tecnologia de rede nanoestruturada de celulose.