Sindicato ignora decisão do TST e greve entra no 5º dia

Lenise Aubrift Klenk - BandNews FM Curitiba

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A liminar concedida à Petrobras pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho ) não havia alterado até a noite desta terça-feira (4) o panorama da greve dos petroleiros no Paraná.

Apesar da liminar, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) informa que os grevistas devem seguir com o movimento.

Sindicatos que representam a categoria receberam a notificação oficial, que determina a manutenção imediata de 90% dos trabalhadores no desempenho normal das atribuições, mas ainda avalia a decisão.

O Sindipetro calcula uma adesão à greve nacional de 75% dos petroleiros e petroquímicos em quatro unidades do Paraná.

Uma delas é a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR), que pertence à Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), subsidiária da Petrobras.

O anúncio de fechamento dessa unidade a partir de 14 de fevereiro é uma das motivações da paralisação. Desde sábado (1.º), apenas uma equipe de contingenciamento, formada pelos trabalhadores que ocupam cargos de gestão, mantém as atividades na fábrica, em substituição aos operadores.

Também são mantidas por funcionários do corpo gestor – como supervisores, gerentes e engenheiros – a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba; a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, na região Sul do Paraná; e o terminal aquaviário da Transpetro em Paranaguá, no litoral do estado.

Nesta terça-feira (4), o ministro Ives Gandra Martins, do TST, proibiu dirigentes sindicais de impedir o livre trânsito de bens e pessoas às unidades da Petrobras.

O eventual descumprimento implica multa diária de R$ 500 mil para sindicatos de base territorial com mais de dois mil empregados e de R$ 250 mil para os demais.

Em nota, os dirigentes da Petrobras afirmam esperar o cumprimento imediato da decisão e reforçam que os motivos alegados para o movimento grevista não atendem aos critérios legais.

Para esta quarta-feira (5), petroleiros e petroquímicos em greve na região de Curitiba programam duas atividades que envolvem a população. Assim como em outros estados brasileiros, vouchers que valem um desconto de R$ 30,00 serão distribuídos para a compra de botijões de gás de 13 quilos, que atualmente custa cerca de R$ 70,00.

A intenção é alertar a população sobre possíveis prejuízos decorrentes da política de privatização da Petrobras.

No Paraná, a ação será em Araucária, às 12h, na Praça da Bíblia, em frente à Câmara dos Vereadores, na região central da cidade.

As pessoas que conseguirem o voucher vão pagar R$ 40,00 pelo botijão, valor que seria compatível, segundo os trabalhadores do setor, o custo de produção nacional do gás de cozinha. O pagamento deve feito em dinheiro e o consumidor precisa levar o botijão vazio para a troca.

Também nesta quarta-feira (5), os petroquímicos vão fazer a segunda distribuição gratuita de feijão para a população, no mesmo local.

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