PF que abriu fogo em posto pode responder por homicídio qualificado

A defesa do policial federal alega que Ronaldo sofreu um surto psicótico, devido ao quadro profundo de depressão que vem enfrentando.

Leonardo Gomes - BandNews FM Curitiba - 03 de maio de 2022, 11:11

Foto: Divulgação/PCPR
Foto: Divulgação/PCPR

O policial federal suspeito de matar um homem e ferir outras três pessoas em um posto de combustíveis de Curitiba pode responder por homicídio qualificado. Novas imagens de câmeras de segurança do estabelecimento foram colhidas pela polícia e indicam que Ronaldo Massuia atirou deliberadamente sem dar tempo de resposta às vítimas.

Segundo a defesa do policial, Ronaldo sofreu um surto psicótico, devido ao quadro profundo de depressão que vem enfrentando. As informações são da Bandnews Curitiba.

Para o delegado Tito Barichello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, apesar do inquérito ainda estar no início, provas materiais e depoimentos corroboram para um crime qualificado.

"As vítimas estavam desarmadas, e ele estava com uma pistola 9 mm de uso profissional. E da mesma forma aparentemente há uma qualificadora por motivo fútil, e pelo que tudo indica ocorreu uma discussão por motivo pífio, desproporcional e que teria resultado na morte de uma vítima", disse.

Nas imagens, de ângulos diferentes, Ronaldo aparece discutindo com clientes e funcionários. O policial leva um soco, é empurrado e expulso da loja. Segundo testemunhas, ele estava com sinais de embriaguez e provocava o segurança do local. Na sequência, Ronaldo quebra a porta de vidro da loja a tiros. Clientes correm e tentam se proteger. Ao entrar ele segue disparando contra os clientes.

Em primeiro depoimento à polícia, logo após ser preso, Ronaldo Massuia alegou legítima defesa e afirmou estar abalado com toda a situação.

Ronaldo é suspeito de balear quatro pessoas, entre elas André Muniz Fritoli, de 32 anos, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Uma das pessoas feridas é uma motorista de aplicativo. Ela foi atingida no peito, perna e no abdômen e está internada no Hospital Cajuru.

Em um áudio enviado a colegas, ela afirmou que passa bem.

"Infelizmente levei três tiros, no abdômen, perna e outro no peito, mas nenhum deles afetou algum órgão importante. O no peito deu uma raspadinha (sic) no pulmão, estou com um dreno, mas está tudo bem, graças a Deus. Estou me recuperando", relatou.

Em nota, o hospital informou que a paciente, que não teve o nome revelado, está estável mas ainda sem previsão de alta.

Procurada pela reportagem, a defesa do policial reforçou, em nota, que o homem passa por um profundo quadro de depressão e que se solidariza, principalmente pela perda de uma vida e pelas outras três vítimas feridas. Por fim, a defesa disse que irá aguardar o avanço das investigações para se manifestar sobre maiores detalhes do caso.