PF apura ligação de membros de máfia italiana com aprensão de toneladas de cocaína em Paranaguá

Fernando Garcel


A Polícia Federal acredita que a dupla de mafiosos italianos presos na manhã desta segunda-feira (8), no litoral paulista, seja responsável pelo crescente aumento da apreensão de cocaína em terminais portuários do país, incluindo o Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná.

Polícia Federal prende membros de máfia italiana procurados pela Interpol

Desde o início do ano, a Receita Federal já apreendeu sete toneladas e meia de cocaína no Porto de Paranaguá em 12 apreensões. No último dia 26, agentes encontraram 562 quilos da droga escondida dentro de um contêiner carregado com amendoim. O principal destino da droga apreendida no terminal paranaense seria a Europa, por meio dos portos de Antuérpia, na Bélgica, e Rotterdam, na Holanda.

Meia tonelada de cocaína é apreendida no Porto de Paranaguá
Receita Federal apreende carga de cocaína avaliada em R$ 8 milhões no Porto de Paranaguá

“Não só essa apreensão de uma tonelada, como outras de centenas de quilos dos últimos tempos, serão confrontados com essa organização criminosa, especialmente apreensões em portos já que foram encontrados equipamentos para fabricação e falsificação de lacres utilizados nos contêineres”, conta o delegado Luciano Flores Vilela.

Carga de cocaína apreendida em junho. Foto: Divulgação / Receita Federal
Carga de cocaína apreendida em janeiro. Foto: Divulgação / Receita Federal
Carga de cocaína apreendida em fevereiro. Foto: Divulgação / Receita Federal

Os mafiosos eram procurados há 20 anos pela polícia italiana, utilizaram identidade e passaportes falsos e fizeram passagens por países como Portugal e Argentina. Eles ficarão presos no Brasil enquanto aguardam extradição.

OPERAÇÃO BARÃO INVISÍVEL

A operação Barão Invisível foi deflagrada pela Polícia Federal de Curitiba e São Paulo para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra Nicola Assisi e seu filho. Ambos foram encontrados em uma cobertura de um prédio de alto padrão no litoral paulista nesta segunda-feira (8). De acordo com a PF, o imóvel era bem protegido e contava com monitoramento com câmera 360º na área externa, o que possibilitava identificar todos as pessoas que acessavam o prédio.

Ambos são membros do braço da máfia italiana na América do Sul conhecida como “Ndrangheta” (lê-se Andrágta ou Andragueta), responsável por controlar 40% dos envios globais de cocaína, sendo o principal esquema criminoso importador para a Europa. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, a pedido da Representação da Polícia Federal junto à Interpol, em cooperação à Polícia Italiana.

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