PF indicia 40 pessoas em investigação sobre corrupção de Foz do Iguaçu

Fernando Garcel


A Polícia Federal (PF) indiciou 40 pessoas por participação no esquema de desvio de verbas federais envolvendo a prefeitura de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, e contratos com empresas da região investigadas na Operação Pecúlio, nesta quinta-feira (9). Entre os suspeitos estão servidores públicos, empresários, secretários e ex-secretários municipais.

Em coletiva de imprensa, o delegado-chefe da Polícia Federal de Foz, Fábio Tamura, afirmou que os inquéritos e gravações telefônicas vão continuar em segredo de Justiça.

A operação, deflagrada no dia 19 de abril, já teve duas fases e prendeu 16 pessoas, sendo dez temporariamente e outras seis preventivamente. Os suspeitos indiciados devem responder por crimes de fraude e licitação, peculato, corrupção passiva e corrupção ativa, prevaricação e organização criminosa.

O inquérito foi entregue ao Ministério Público Federal (MPF) que deve analisar e decidir se oferece, ou não, a denúncia à Justiça Federal. “Fica a cargo deles analisar os elementos que estão nos autos e, se entender conveniente, ofertar denúncia”, diz Tamura.

reni pereira
Foto: Sandro Nascimento/Alep

O prefeito Reni Pereira, que pediu afastamento do cargo por motivos de saúde, continua sendo investigado pela PF em um inquérito separado. O valor de R$ 120 mil encontrado na casa do prefeito na primeira fase da operação continua apreendido. Reni nega que tenha participação no esquema e afirmou que o dinheiro é resultado de uma indenização judicial.

De acordo com a Controladoria Geral da União (CGU), ao menos R$ 4 milhões em contratos fraudulentos entre a prefeitura de Foz do Iguaçu e empresas da região foram desviados. “Restrições de competição e outras fraudes formais e contratuais; irregularidades que comprometeram a execução contratual; e irregularidades relacionadas com prejuízo ao Erário (como superfaturamento, por exemplo). Foi identificada, ainda, participação de pessoas ligadas à Administração Municipal em empresas, por meio de interpostas pessoas que mantêm importantes contratos com o município”, dizia o comunicado da CGU.

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