PF investiga página que vende notas falsas no Facebook

Mariana Ohde


Uma página no Facebook que vende notas falsas está sendo investigada pela Polícia Federal (PF) em Ponta Grossa, no Paraná. O inquérito foi aberto na manhã desta quarta-feira (6). Segundo o delegado José Roberto Peres, a investigação é baseada em denúncias. “Nós tomamos conhecimento, pela própria comunidade, de que haveria um site que estaria vendendo cédulas falsas, fizemos a consulta e realmente constatamos que esse site estava oferecendo as cédulas”, explica. A polícia investiga, agora, onde estaria sediado o site.

De acordo com a PF, o anúncio postado em uma página de negócios da cidade afirma que os falsificadores aceitam “encomendas” pelo correio, mediante pagamento adiantado. As publicações afirmam, ainda, que notas de R$ 20, R$ 50 e R$ 100 têm alta qualidade e passam no “teste da caneta”, que comprova a autenticidade do dinheiro no comércio.

O delegado afirma que, para evitar receber uma nota falsa, é necessário saber identificá-las. “As cédulas nacionais têm uma série de medidas de segurança, então é fácil identificar uma cédula falsa. (…) O que está faltando é que os comerciantes estudem as nossas cédulas, que são boas”, afirma.

O site do Banco Central oferece uma série de medidas para que a pessoa aprenda a identificar uma nota falsa. Entre as características das cédulas verdadeiras, o delegado destaca a marca d’água, a marca holográfica. Ao perceber que a nota é falsa, a pessoa deve procurar a polícia – Federal, Militar ou Civil. “[É preciso fazer] o Boletim de Ocorrência e entregar essa nota. Essa cédula será encaminhada para a Polícia Federal e aqui iniciaremos a investigação”, explica.

De acordo com o artigo 289 do Código Penal, quem falsificar, fabricando ou alterando, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro pode pegar pena de reclusão de três a doze anos e multa. O repasse das cédulas falsas também é considerado crime. A PF esclarece que, para punir um comerciante ou consumidor, é necessário, primeiro, verificar se houve dolo no momento do repasse das cédulas – ou seja, se a pessoa teve a intenção de cometer o crime.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal