PF faz mega operação contra contrabandistas no Oeste do Paraná

Quadrilha chegou a movimentar 750 mil maços de cigarros em uma única noite, e contava com policiais militares que faziam "vista grossa" para a atividade ilegal.

Redação - 09 de junho de 2022, 07:41

Foto: Divulgação/PF
Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9), uma mega operação contra contrabandistas que atuavam no transporte de cigarros na região da Tríplice Fronteira. Mais de 160 mandados são cumpridos no Oeste do Paraná e em Santa Catarina.

Cerca de 400 policiais federais participam da ação. A 1ª Vara Federal de Guaíra expediu 162 mandados, sendo 96 de busca e apreensão e 66 de prisão preventiva. No Paraná, as ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Guaíra, Terra Roxa, Iporã, Francisco Alves, Umuarama, Cafezal do Sul e Altônia, além de Balneário Camboriú, no estado vizinho.

A Justiça determinou ainda o sequestro de 31 bens imóveis e o bloqueio de contas em nome dos chefes da organização.

QUADRILHA MOVIMENTOU MAIS DE 750 MIL MAÇOS DE CIGARROS EM UMA ÚNICA NOITE, DIZ PF

A quadrilha alvo da operação desencadeada nesta quinta-feira (9) no Oeste do Paraná é especializada no contrabando de cigarros vindos do Paraguai. As investigações duraram sete meses, conforme a Polícia Federal.

A polícia apurou que os contrabandistas chegaram a movimentar até 750 mil maços de cigarros em apenas uma noite, o que em valor de mercado corresponde a aproximadamente R$ 3.75 milhões.

A organização conta com pelo menos 100 integrantes, grande parte formada por “olheiros” que alertavam o grupo criminoso sobre a movimentação policial na região. Além dos líderes, a PF identificou também pilotos e outros integrantes que atuavam na logística do crime.

As investigações revelaram, ainda, que a quadrilha teria cooptado policiais militares que atuam na região fronteiriça, os quais recebiam propina para facilitar as atividades do grupo. Eles prestavam informações sobre a atuação das forças de segurança e faziam “vista grossa” para a atividade, dando cobertura aos criminosos.

Os investigados devem responder pelos crimes de contrabando, participação em organização criminosa e corrupção ativa e passiva, cujas penas, se somadas, podem ultrapassar 25 anos de prisão.

As investigações contaram com o apoio da Polícia Militar (PMPR) e da Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça.