PF mira organização criminosa que lavou 4 bi do dinheiro do tráfico

Na fase de hoje, a PF cumpre medidas judiciais em desfavor de familiares do traficante 'Cabeça Branca', um dos maiores do Brasil

Redação - 03 de fevereiro de 2022, 07:40

Policiais em Paranaguá, no litoral do Paraná (Divulgação/Polícia Federal)
Policiais em Paranaguá, no litoral do Paraná (Divulgação/Polícia Federal)

Duas operações deflagradas pela PF (Polícia Federal), na manhã desta quinta-feira (3), têm objetivo de desarticular uma organização criminosa que lavou R$ 4 bi do dinheiro do tráfico de drogas e outros crimes no Paraná.

Foram expedidos 39 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária em seis Estados: 

  • Paraná: Curitiba, Matinhos, Pontal do Paraná, Paranaguá, Londrina e Cianorte;
  • São Paulo: São Paulo e Barueri;
  • Roraima: Boa Vista; 
  • Mato Grosso: Cuiabá;
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande e Dourados;
  • Santa Catarina: Florianópolis; 

Além disso, sete mandados de busca e apreensão no Paraguai são cumpridos.  Também foram deferidos o sequestro de imóveis, bloqueio de valores em contas bancárias, a suspensão das atividades das empresas envolvidas e das licenças profissionais dos Contadores investigados.

OPERAÇÕES SUCESSÃO E FLUXO CAPITAL NO PARANÁ

A Operação Sucessão é um desdobramento de outra ação, que resultou na prisão de Luiz Carlos da Rocha mais conhecido como “Cabeça Branca”, considerado um dos maiores traficantes de drogas do Brasil. Na fase de hoje, foram cumpridas medidas judiciais em desfavor de familiares do traficante que o auxiliaram na lavagem do dinheiro de origem ilícita.

Já a Operação Fluxo Capital tem por objetivo desmantelar organização criminosa responsável pela lavagem do dinheiro por meio de movimentações milionárias, com a utilização de “laranjas”, empresas de fachada e contadores.  As investigações demonstraram que o grupo não se limitava à lavagem do dinheiro do traficante “Cabeça Branca”, tendo relação também com diversas outras organizações criminosas atuantes em território nacional, envolvidas em outros delitos além do tráfico de drogas.

Durante as investigações apurou-se movimentação financeira na ordem de R$ 4 bilhões pelas empresas controladas direta ou indiretamente por apenas um dos investigados. Foram apreendidos aproximadamente R$ 12 milhões em espécie no curso das investigações. O controle da movimentação do dinheiro era feito por doleiros, donos de casas de câmbio, instalados no Paraguai. Mandados de busca e apreensão foram realizados em território paraguaio. 

Os nomes das operações fazem alusão, respectivamente, ao fato de os alvos serem familiares do traficante “Cabeça Branca” e à vultosa quantia de dinheiro movimentada pela organização criminosa.