PF que abriu fogo em posto de combustíveis vira réu por homicídio

Quando foi indiciado, no dia 11 de maio, a defesa de Ronaldo Massuia disse que a ação foi causada devido a um surto psicótico.

Redação - 24 de maio de 2022, 21:26

Foto: Divulgação/PCPR
Foto: Divulgação/PCPR

O policial federal Ronaldo Massuia tornou-se réu, nesta terça-feira (24), em um processo criminal na 1.ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba. Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado pela morte do fotógrafo André Muniz Fritoli, de 32 anos, após abrir fogo em um posto de combustíveis, no início do mês.

Ronaldo Massuia tem 43 anos e segue preso preventivamente em uma cela no CMP (Complexo Médico-Penal), em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

O caso foi registrado dentro da loja de conveniências de um posto de combustíveis, no bairro Cristo Rei, em Curitiba, na noite de 1º de maio. A vítima morreu a caminho do hospital.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público cita três qualificadoras: motivo fútil, perigo comum e dificuldade de defesa. As qualificadoras servem para aumentar a pena, em caso de condenação. O policial federal também foi denunciado por outras sete tentativas de homicídio.

A confusão e os tiros foram registrados por câmeras de segurança, dentro da loja de conveniências. Naquela noite, após ser agredido com um soco e ser expulso do local, Ronaldo Massuia retornou ao estabelecimento e fez os disparos contra as vítimas.

Conforme as testemunhas, a confusão teve início com uma provocação do policial federal contra o segurança do posto de combustíveis. O homem ainda aparentava sinais de embriaguez. Além do fotógrafo assassinado, outras três pessoas foram baleadas.

O policial federal também foi denunciado por peculato, que é a apropriação de bem público, uma vez que chegou ao local em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal e usou uma arma da instituição para efetuar os disparos.

+ LEIA TAMBÉM: Ataque a tiros em escola no Texas mata ao menos 14 crianças e um professor

Quando foi indiciado, no dia 11 de maio, a defesa disse que a ação foi causada devido a um surto psicótico. O policial federal ainda alegou legítima defesa. Ele permanece preso.