Piracema: materiais ilegais de pesca são apreendidos no Paraná

Redação

piracema, paraná, pesca, proibida, apreensão, iat, operação, tempestade na represa, materiais ilegais de pesca, espécies nativas

Cerca de 5 mil metros de redes de emalhar, um tipo de pesca passiva, mais 500 metros de cordas de espinhal com anzóis e 12 unidades de tarrafas de arrastão e lance foram apreendidos na última semana durante uma operação do IAT (Instituto Água e Terra). A pesca de espécies nativas de peixe está proibida no período da piracema, que vai até fevereiro de 2021.

A ação de fiscalização, batizada de Tempestade na Represa, ocorreu nas águas dos rios Tibagi, Paranapanema, Cinza, Laranjinha e Lago da Represa Canoas 1.

Os agentes do IAT encontraram também grande quantidade de peixes nativos presos às redes. Algumas espécies emalhadas estão protegidas desde 15 de outubro, como o mandi, dourado e piracanjuba.

Em entrevista à CBN, o chefe regional do IAT em Cornélio Procópio, João Carlos Ferreira, explica que a falta de chuva é um agravante para a pesca predatória. Segundo João Carlos, a ação garante o repovoamento dos rios da Bacia Hidrográfica do Paraná.

“Nós temos uma quantidade de água muito pequena, formando poços onde os peixes vão ficando para tentar sobreviver, às vezes com dificuldade de oxigenação. Os predadores vão lá, com garrafas, e retiram essas matrizes que vão se reproduzir e que são necessárias para o repovoamento dos rios”, comentou.

Os materiais apreendidos são de caráter predatório, o que caracteriza crime ambiental, com multa prevista por lei, de 700 reais por pescador e mais 20 reais por quilo ou unidade de peixe pescado.

Como os materiais encontrados não estavam sob a guarda de ninguém, a operação não resultou em multas aplicadas. Os peixes entrelaçados nas redes foram libertados e os que não podiam ser soltos foram destinados ao Asilo São Francisco de Paula, de Bandeirantes, no norte do Paraná.

*Com informações da CBN Curitiba

Previous ArticleNext Article