PM atribui incêndio na CIC como ação do crime em represália à polícia

Andreza Rossini


Em entrevista coletiva na manhã deste sábado (8) a Polícia Militar afirmou que o incêndio que atingiu a comunidade 29 de maço, no bairro Vila Corbélia, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), foi ação do tráfico contra as operações da PM na região, de acordo com as informações iniciais.

Cerca de cem casas foram destruídas pelo fogo na madrugada de hoje. Em vídeos, os moradores acusam a PM.

“Nós atribuímos que nesse momento seria uma ação do tráfico ou do crime organizado contra a ação policial que estava sendo feita lá. Todas as ações da Polícia Militar e Civil que estavam no local ocorreram dentro da legalidade. Estão chegando algumas acusações levianas até nós, mas é claro que os mecanismos de investigação da sociedade e a corregedoria, poderá ou não comprovar o que nós estamos dizendo aqui”, afirmou o comandante Nivaldo, do 23º Batalhão.

Houve uma ocorrência de perturbação de sossego na região e a polícia foi acionada. Ainda de acordo com a PM, um policial foi atingido por um tiro de metralhadora durante uma ação na região na noite de ontem, enquanto checava os documentos de uma motocicleta. “Todo o efetivo policial militar que estava lá, independente de estar fardado ou em serviço reservado eram totalmente organizados e observados. Não houve nenhuma ação reservada que pudesse ser suspeito”, afirmou.

Foto: Geraldo Bubniak/ AGB

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) afirmou que um inquérito foi instaurado para apurar o caso. O suspeito de assassinar o policial se entregou à delegacia da Polícia Civil, foi ouvido e liberado, pois não havia mandado de prisão em seu nome em aberto.

“A própria comunidade sofreu uma retaliação por ter acionado a polícia por reclamação de som alto”, disse o comandante Péricles, do 1º CRPM.

No momento do combate ao incêndio, bombeiros e policiais foram agredidos. Dois ficaram feridos.

“Nós fomos atender um chamado lá dentro, tivemos um soldado a serviço da população que foi executado, Esse é o fato que precisamos abordar. Essas pessoas que agora aparecer vitimadas já tinham passagem em algum momento, então precisamos esclarecer esses fatos. A PM é a maior interessada”, afirmou o coronel Antonio Zanata Neto, comandante geral da PM.

Uma perícia é feita no local.

Com informações de Geraldo Bubniak

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