PM é preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de ex-esposa

Fernando Garcel

Andriele Gonçalves da Silva

A Polícia Civil prendeu um policial militar, suspeito do envolvimento no desaparecimento da estudante Andriele Gonçalves da Silva. Ele é ex-marido de Andriele e o mandado de prisão temporária foi solicitado pela Delegacia do Alto Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, responsável pelas investigações.

A jovem de 22 anos desapareceu no dia 9 de maio. O último contato com conhecidos aconteceu naquela madrugada, quando teria conversando com um amigo em uma chamada de vídeo pelo celular, no momento em que chegava no apartamento onde mora, no bairro Guaraituba.

A mãe da estudante, Cleusa Gonçalves, mora em Morretes, no Litoral do Paraná, e disse que recebeu apenas uma mensagem no celular, horas depois, dizendo que estaria viajando para São Paulo, mas ela afirma que não foi a filha quem mandou a mensagem.

“Ela não me atendia. Depois mandei um áudio pedindo para ouvir a voz dela e que ela me atendesse. Ela simplesmente disse, em mensagem, ‘tchau’. Eu não dormi a noite inteira”, conta a mãe.

A estudante foi casada por quase cinco anos com o policial militar e estava em processo de separação. O delegado-titular da Delegacia do Alto Maracanã, Reinaldo Zequinão, deve fornecer mais informações sobre o caso a partir de segunda-feira (21).

Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar informou que o PM pertence ao 22º Batalhão, que o policial militar estava internado no hospital Bom Retiro desde a última quinta-feira (10/05) e que teria ficado afastado das funções desde essa data, que colabora com as investigações da Polícia Civil e não compactua com os desvios de conduta de seus integrantes.

“A PM não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e ressalta que, para qualquer situação potencial envolvendo policiais, busca a elucidação de todos os fatos, e, se restar comprovada responsabilidade, os instrumentos adequados de saneamento, correição e expurgo são adotados, na forma legal, sendo respeitados os direitos ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, para qualquer militar estadual e neste caso não é diferente”, diz a nota

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