PM vítima de injúria racial resgata vítimas de acidente e recebe homenagens nas redes sociais

Fernando Garcel


O policial militar Edilson José Lourenço, vítima de injúria racial por uma mulher que se passou por agente da Polícia Federal (PF) na última semana, fez parte da equipe de resgate as vítimas do acidente que matou sete pessoas na madrugada desta terça-feira (3), na BR-158, quilômetro 207, em Campo Mourão, na Região Centro-Oeste do Paraná, envolvendo um ônibus de turismo que seguia de Foz do Iguaçu para Maringá e capotou.

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Lourenço iniciou na Polícia Militar em abril de 1991 quando ingressou como aluno-soldado no 11º Batalhão de Polícia Militar.

Nas redes sociais, o Cabo Lourenço foi homenageado por vários usuários. “A cor pode ser diferente, mas a cor do sangue é a mesma que corre nas veias de todos nós seres humanos. Pra quem acha que o ‘negro’ é diferente de um branco, infelizmente você não sabe de nada, precisa urgentemente voltar a ter educação que você teve de seus pais quando era criança, mais educação e respeito pelo próximo [sic]”, declarou André Almenara. “Policial militar que há uma semana atrás foi humilhado por uma mulher em Campo Mourão, sofreu racismo, foi de preconceito, injúria racial e hoje esteve ajudando e colaborando com as equipes de socorro da Viapar, Samu, Siate e PRF no acidente envolvendo um ônibus de linha no contorno de Campo Mourão [sic]”, disse Marcos Poiatto.

Relembre o caso

O policial foi alvo de injúrias raciais por uma mulher no último dia 25. A ocorrência começou após um motorista derrubar a porta de um estabelecimento comercial ao rodar durante manobra conhecida como “cavalo-de-pau”. Com a colisão, o veículo, um Audi A3, chegou a entrar no estabelecimento. Apresentando sinais de embriaguez, o homem se recusou a fazer o teste do bafômetro mas foi preso.

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Foi então que a mulher, mãe do motorista, se apresentou como agente da Polícia Federal (PF), da equipe do juiz Sérgio Moro, responsável por julgar os processos da Operação Lava Jato, e passou a ofender o policial que atendeu a ocorrência o chamando de “negão, macaco e porco”. Ela foi presa por injúria racial, pagou R$ 1 mil de fiança e vai responder ao processo em liberdade.

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