Policiais militares são presos por ameaçar testemunha

Andreza Rossini


Do Metro Curitiba

Quatro policiais militares foram presos ontem em Londrina, no norte do Paraná, por suspeita de intimidar uma testemunha que os teria visto executar um homem em março do ano passado.

Os agentes são acusados da morte de Pedro de Melo Domingos, de 28 anos, um carroceiro assassinado em 12 de março de 2016. A versão inicial era de que Domingos teria morrido em confronto com os agentes, mas o MP-PR (Ministério Público do Paraná) denunciou o quarteto, quatro meses mais tarde, por “indícios de que houve um homicídio seguido de adulteração do local do crime”.

Eles chegaram a ficar presos à época, mas respondiam em liberdade.

Ontem, porém, a Promotoria de Justiça pediu a prisão preventiva – sem prazo de soltura – porque uma testemunha menor de 18 anos, que teria presenciado o homicídio, estaria sendo ameaçada.

De acordo com o MP-PR, os policiais executaram Domingos e pediram que colegas levassem outra arma ao local do crime, para simular que o carroceiro a teria usado em troca de tiros. Segundo as investigações, esta pistola foi uma das armas usadas em uma chacina em janeiro do ano passado, também em Londrina.

Na ocasião, 11 pessoas foram mortas em uma única noite, em 30 de janeiro, supostamente em represália ao assassinato de um policial militar. O advogado Cláudio Dalledone, que defende os policiais, diz que já pediu um habeas corpus. “Foi mais uma tentativa de macular a imagem da Polícia Militar”, disse

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