Polícia Científica do Paraná vai usar robô para elucidar casos de estupro

Redação

Polícia Científica do Paraná vai usar robô para elucidar casos de estupro

Um robô vai ajudar a Polícia Científica do Paraná a elucidar, aproximadamente, dois mil casos de estupro ocorridos no Estado que ainda não foram solucionados.

A nova tecnologia faz parte da “Plataforma de Automatização Starlet ID”, que acelera a extração de amostras dos materiais genéticos relacionados a crimes, otimizando tempo na obtenção de perfis genéticos dos possíveis autores.

Além do Paraná, apenas outros cinco estados do país contam com o robô para elucidar casos de estupro.

ROBÔ PERMITE QUE DNA DE MAIS DE 80 AMOSTRAS DIFERENTES SEJA EXTRAÍDO SIMULTANEMANTE

Na prática, o robô permite que o DNA de mais de 80 amostras diferentes seja extraído, simultaneamente. Com isso, a Polícia Científica do Paraná visa analisar, em um ano, cerca de dois mil vestígios de crimes sexuais ocorridos no estado, cujas investigações ainda não puderam ser concluídas por não haver suspeitos para o confrontamento de DNA.

“Muitos desses crimes seguem em investigação há anos por não ter o DNA de suspeitos para uma comparação. A Plataforma de Automatização pode mudar isso e esse é o nosso foco: dar uma resposta significativa à sociedade em relação a essas amostras”, disse o diretor-geral da Polícia Científica do Paraná, Luiz Rodrigo Grochoki.

Com os perfis genéticos mapeados e incorporados à Rede Integrada de Banco de Perfis Genético, o autor do estupro poderá ser identificado, de maneira rápida, caso ele já tenha tido sua amostra de DNA colhida em outras situações ou Estados.

Vale lembrar que foi um cruzamento de dados de perfis genéticos como esse que elucidou o homicídio de Rachel Genofre, que tinha nove anos quando seu corpo foi encontrado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba, em 2008.

O equipamento, que amplia a capacidade prática de exames de DNA do Laboratório de Genética Molecular Forense, foi doado pela Secretaria Nacional da Segurança Pública do Ministério da Justiça (Senasp/MJ), devido ao fato de a Polícia Científica paranaense apresentar bons resultados a nível nacional e cumprir todos os requisitos exigidos.

Polícia Científica do Paraná - robô
Polícia Científica do Paraná vai usar robô para elucidar casos de estupro (Divulgação/SESP-PR)

TECNOLOGIA PODE AJUDAR A IDENTIFICAR VÍTIMAS DE ACIDENTES

Além de indicar a autoria de estupros e também de outros tipos de crimes onde vestígios com amostras de DNA sejam coletadas, o robô também amplia a capacidade de identificação humana do Laboratório de Genética. Em casos de acidentes e desastres com múltiplas vítimas, por exemplo, a tecnologia poderá ser utilizada para identificar, de maneira célere, cada vítima.

“Contar com uma plataforma com esse porte grande de processamento de amostras, também é muito importante em casos de acidentes com múltiplas vítimas, visto que são muitos vestígios e um grande número de amostras para serem analisadas e por fim, identificar as vítimas. Isso quer dizer que a tecnologia também pode ser usada caso aconteça um grande desastre no Paraná, ou até mesmo em estado vizinhos”, completou Luiz Grochoki.

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