Polícia Civil prende dez “batedores de carteira” no centro de Curitiba

Andreza Rossini

Doze pessoas foram presas durante uma operação policial deflagrada na manhã desta quinta-feira (12), pela Polícia Civil, contra os “punguistas” que agiam no Centro de Curitiba.
Uma mulher ainda está foragida.

De acordo com a polícia, a quadrilha agia principalmente no Centro da cidade e todos os presos são suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida em pequenos furtos e roubos na capital.

Segundo as investigações, eles faziam cerca de dez vítimas por dia e atuavam a mais de um ano no centro da capital. O método utilizado pelos criminosos era derrubar a vítima, simulando um acidente e, quando os criminosos que estavam ao redor simulavam ajuda, roubavam os pertences.

“Após a escolha da vítima, eles utilizavam força física, o conhecido “cavalo louco”, para que os demais integrantes da quadrilha pudessem simular que estavam ajudando a pessoa lesada, porém sem saber ela estava sendo furtada”, afirma o delegado responsável pela ação, Cassiano Alfiero, completando que “naquele momento sem a vítima sentir perdia todos os seus pertences pessoais, como carteiras, celulares e dinheiro”.


Durante a ação, foram cumpridos 18 mandados judiciais, sendo dez de prisão temporária e oito de busca e apreensão, nos bairros Boqueirão, Xaxim, Bairro Alto, Cidade Industrial, Centro e Região Metropolitana de Curitiba (Pinhais e Almirante Tamandaré).

Foram apreendidos vários celulares, além de um simulacro de arma de fogo. Os celulares serão periciados a fim de localizar os receptadores dos objetos levados pelo bando.

Todos os suspeitos foram autuados pelos crimes de furto, roubo e associação criminosa. A maior parte já possuía passagem policial por crimes contra o patrimônio (furto e roubo). Agora, todos estão à disposição da Justiça.

A ação foi nomeada “Tiradentes” porque o bando atacava especialmente nas praças Tiradentes e Carlos Gomes.

Cerca de 50 policiais civis da Divisão Policial da Capital (DPCap) participaram da ação que ainda contou com o apoio da Guarda Municipal, que realizou a segurança do perímetro dos locais e da Polícia Militar, que auxiliou no cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Como se proteger

“A orientação é para que as pessoas guardem bem os valores, em bolsos mais apertados ou com zíper”, afirmou o delegado. “Sempre agarrem a bolsa sempre junto ao corpo, prestando atenção aos seus pertences. A ação desses elementos é muito rápida e quase imperceptível”.

“Eles escolhem pessoas que parecem estar mais descuidadas. Eles optam entre os atentos e as pessoas mais distraídas”, explicou.

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