Polícia está perto de concluir inquérito sobre a morte do jogador Daniel

Francielly Azevedo - CBN Curitiba


A Polícia Civil de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, está quase finalizando o inquérito sobre a morte do jogador Daniel Corrêia Freitas, de 24 anos. Nesta sexta-feira (9), mais dois envolvidos no crime foram ouvidos: Deivid Willian Vollero Silva, 18 anos, e Ygor King, 19 anos, prestaram depoimento. Os dois estariam no carro do comerciante Edison Brittes Junior, assassino confesso do atleta.

Conforme o delegado responsável pelo caso, Amadeu Trevisan, eles teriam ajudado a agredir Daniel, mas não participaram efetivamente do assassinato. O terceiro suspeito, Eduardo Henrique da Silva, é quem teria descido juntamente com Brittes para cometer o crime. “Eles não desceram do carro. Só quem desceu foi o Eduardo. Eles relatam que Daniel foi retirado do porta-malas com vida, porque eles ouviam a vítima tentando falar alguma coisa”, relatou o delegado

Neste sábado (10) completam 15 dias da morte de Daniel. O jogador foi encontrado em um matagal na Colônia Mergulhão, zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Edison Brittes foi preso cinco dias após o crime e durante depoimento na última quarta-feira (7), que durou aproximadamente seis horas, reforçou que teria tirado a vida de Daniel porque o jogador tentou estuprar a esposa. Na oitiva, Edison mudou detalhes por ele mesmo apresentados anteriormente. A alegação do comerciante é de que ele mentiu para proteger os demais envolvidos no assassinato.

A tentativa de estupro foi reforçada pela esposa de Edison, Cristiana Brittes, na última segunda-feira em depoimento.

Para o delegado, não houve estupro ou tentativa de estupro por parte de Daniel. Amadeu Trevisan reforçou em entrevista coletiva que a família Brittes mente. “Não tenho dúvidas disso. Tanto que eles encontraram testemunhas para combinar uma primeira versão. Allana e Cristiana estão presas porque coagiram testemunhas”.

Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Civil apreendeu uma moto de luxo utilizada por Edison Brittes. O veículo está em nome de um traficante de drogas preso pela Polícia Federal. A motocicleta pode desencadear outro inquérito policial.

Além disso, as investigações apontam que Brittes teria gastado cerca de R$ 30 mil na casa noturna onde foi comemorado o aniversário da filha Allana Brittes.

Edison, a filha, a esposa e os outros três jovens serão indiciados por homicídio qualificado, além de coação a testemunhas.

Para concluir o inquérito a polícia precisa colher mais alguns depoimentos e conferir os laudos da perícia.

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