Polícia Federal mira quadrilha especializada em lavagem de dinheiro

Francielly Azevedo

Uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta e contabilidade paralela é alvo da Operação Freeway, deflagrada pela Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal, na manhã desta quarta-feira (15). Conforme as investigações, a organização criminosa transnacional tem sede em Foz do Iguaçu, na região oeste do Paraná.

Segundo a PF, sessenta policiais federais e 10 servidores da Receita cumprem 27 ordens judiciais expedidas pela 23ª Vara Federal Criminal de Curitiba. São quatro mandados de prisão preventiva, cinco ordens de instalação de tornozeleiras eletrônicas e 18 mandados de busca e apreensão, todos em Foz do Iguaçu.

A Justiça também determinou o sequestro dos bens imóveis e dos valores pertencentes aos investigados. Estima-se que o patrimônio sequestrado ultrapasse a quantia de R$ 40 milhões.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa transnacional, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta e contabilidade paralela.


A OPERAÇÃO

Conforme a PF, a Operação Freeway é um desdobramento da Operação Confraria Cataratas, deflagrada em setembro de 2017, também em Foz do Iguaçu. Na ocasião, foi apurado que três casa de câmbio compravam e vendiam com frequência moedas estrangeiras fora dos padrões estabelecidos pelo Banco Central.

A análise do material apreendido na Operação Confraria Cataratas revelou que os responsáveis por uma das três casas de câmbio investigadas, além de operarem irregularmente no mercado de câmbio, integravam uma organização criminosa transnacional especializada na prática de diversos delitos contra o sistema financeiro.

As investigações demonstraram que, no período de 2011 a 2017, o grupo criminoso cambiou ilegalmente centenas de milhões de dólares. Grande parte desse montante foi evadido para o Paraguai, especialmente para empresas que comercializam produtos eletrônicos, enquanto outra grande parte foi remetida para empresas de turismo sediadas em Foz do Iguaçu e controladas pela organização.

A PF constatou ainda que organização criminosa operava como uma espécie de “banco de compensações”, casando o interesse de contrabandistas brasileiros interessados em remeter dinheiro para o Paraguai com o interesse de empresários estabelecidos no Paraguai interessados em remeter dinheiro para o Brasil.

 

Post anteriorPróximo post
Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Chefe de Redação do Paraná Portal e repórter da Rádio CBN. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina.
Comentários de Facebook