Polícia Federal prende membros de máfia italiana procurados pela Interpol

Fernando Garcel

Assaltos - Curitiba - Correios

A Polícia Federal deflagrou uma operação, batizada de Barão Invisível, para prender dois cidadãos italianos suspeitos de trabalhar para o braço da máfia italiana na América do Sul, conhecido como “Ndrangheta” (lê-se Andrágta ou Andragueta), na manhã desta segunda-feira (8).

Segundo a PF, o grupo é responsável por controlar 40% dos envios globais de cocaína, sendo o principal esquema criminoso importador para a Europa. Os alvos dos mandados são um homem já condenado por por tráfico e associação para tráfico de drogas na Itália e seu filho, que ocupava ao menos três apartamentos na cobertura de prédio de alto padrão, no litoral paulista. Ambos estavam foragidos desde 2014 e teriam passado por Portugal e Argentina com nomes falsos.

Vídeos divulgados pela Polícia Federal mostram que a cobertura onde ambos foram presos tinham portas escondidas para possibilitar a fuga e dinheiro em espécie. O imóvel também possuía sistema de vigilância, com câmera 360º na área externa, o que possibilitava identificar todos as pessoas que acessavam o prédio.

Também foram encontrados armas e veículos. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, a pedido da Representação da Polícia Federal junto à Interpol, em cooperação à Polícia Italiana.

Em coletiva de imprensa, o delegado Luciano Flores Vilela declarou que a prisão é uma das mais importantes feitas pela Polícia Federal no combate ao tráfico de drogas para a Europa. Os presos estavam foragidos há pelo menos duas décadas da polícia italiana e de outras autoridades pelo mundo e procurados pela Interpol.

“Foi um endereço bastante difícil para fazer a investigação porque contava com várias pessoas ao entorno fazendo proteção desse mafioso, com tecnologia e câmeras de acesso remoto para cuidar com o que acontecia ao redor”, conta Vilela.

Além do mandado de prisão para fins de extradição, os membros dessa organização criminosa foram presos em flagrante por tráfico de drogas em razão da quantidade que foi encontrada no apartamento.

A PF apura a ligação da dupla com crescente apreensão de cocaína no país, incluindo o contêiner com pouco mais de uma tonelada da droga no Porto de Santos e em Paranaguá. “Não só essa apreensão de uma tonelada, como outras de centenas de quilos dos últimos tempos, serão confrontados com essa organização criminosa, especialmente apreensões em portos já que foram encontrados equipamentos para fabricação e falsificação de lacres utilizados nos contêineres”, conta o delegado Luciano Flores Vilela.

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