Polícia invade delegacia após motim em Maringá

Narley Resende


Com Leonardo Filho

A 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Noroeste do Paraná, foi invadida por policiais militares e agentes do Serviço de Operações Especiais (SOE), por volta das 15 horas, após um motim de presos da unidade. Diversos tiros foram ouvidos por quem está do lado de fora da unidade, mas ainda não há informação sobre feridos. O policiais controlaram o motim em poucos minutos.

Os presos da ala masculina tomaram a delegacia por volta das 14h30 desta sexta-feira (10). A carceragem desta ala tem capacidade capacidade para 12 presos, mas mantém 72 detentos. A confusão começou quando os presos sairiam para audiências de custódia. De acordo com policiais, os detentos não quiseram sair. O motivo seria o temor de transferência para presídios com domínio de facções criminosas.

O motim ocorreu ao mesmo tempo em que uma rebelião mantém dois agentes e diversos presos reféns em Cascavel, no Oeste do Estado. A rebelião de Cascavel teria sido motivada por uma disputa das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Máfia Paranaense.

O Depen determinou o fechamento de todas as unidades prisionais do Paraná para evitar que facções sigam determinações externas e comecem novos motins.

Superlotação

A carceragem da delegacia de Maringá mantém 80 detentos em um local provisório, com as alas masculina e feminina juntas. No total, a cadeia foi projetada para abrigar apenas 28 presos. Na noite de quinta-feira (9), cerca de 20 presos foram transferidos por determinação judicial.

A transferência ocorreu após a Vara de Execuções Penais de Maringá determinar o bloqueio de R$ 15 mil das contas bancárias do secretário Wagner Mesquita, da Secretaria de Segurança Pública e Administração penitenciária do Paraná.

O Departamento Penitenciário do Paraná ainda não confirmou oficialmente qual a situação interna da delegacia de Maringá após a ocupação policial. A única informação oficial é de que o motim foi controlado em Maringá.

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