Polícia investiga se agentes públicos tinham participação no esquema da JMK

Ricardo Pereira - BandNews FM Curitiba

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A PC-PR (Polícia Civil) apura se agentes públicos tiveram alguma participação no esquema de superfaturamento na prestação de serviço à frota oficial do Estado. O crime, segundo a investigação, foi cometido por sócios e funcionários da empresa JMK, que, de 2015 a 2019, foi responsável pela manutenção de 17 mil veículos oficiais. Uma nova investigação foi aberta para descobrir se funcionários públicos proporcionaram algum tipo de facilitação ou se acobertaram as práticas.

No primeiro inquérito, concluído no mês passado, dois sócios da JMK e outras doze pessoas foram indiciadas. Entre os indiciados estão Aldo Marchini Junior e Jairo Cezar Vernalha Guimarães, donos da empresa. São pessoas suspeitas de crimes como lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica, falsificação de documentos e organização criminosa.

Agora, o Ministério Público pode, ou não, apresentar denúncia à Justiça. A averiguação foi iniciada por causa de indícios de que os responsáveis pela empresa falsificavam e adulteravam orçamentos de oficinas credenciadas para aumentar o valor dos serviços prestados.

O delegado Alan Flore explica o objetivo dessa nova etapa de investigação. “A empresa teve contrato com o poder público por mais de quatro anos e uma das vertentes agora, que nós trabalhamos, é a participação de outros envolvidos. Tando pessoas que não são agentes, como também agentes públicos. Nós estramos que essa empresa tenha praticado tantas fraudes de uma forma reiterada, sem que ela fosse incomodada em algum momento”, afirma o delegado.

Além disso, peças paralelas – de baixa qualidade, eram colocadas nos veículos. Mesmo assim, segundo a polícia, o valor cobrado era superior ao de peças originais. Um prejuízo total estimado em R$ 125 milhões. O delegado Guilherme Luiz Dias foi um dos responsáveis pela investigação.

A polícia também alega que, pelo contrato, havia a previsão inicial de uma porcentagem de 4%, cobrada das oficinas pela JMK. No entanto, o índice cresceu e chegou a 20%. As oficinas que se recusavam a pagar eram descredenciadas, segundo a polícia.

Confira a íntegra da nota da JMK:

A defesa da JMK vai apresentar à Justiça todas as provas de que cumpriu rigorosamente o contrato e está à disposição do Ministério Público para qualquer esclarecimento.

O sistema de gestão compartilhada implantado pela JMK oferecia ao Estado economia, transparência e ferramentas de fiscalização e possibilitou uma economia de R$ 96 milhões ao Estado.

Mais da metade das notas foram pagas em atraso pelo Governo, gerando uma série de problemas com as oficinas contratadas, como também prejuízos para a JMK.

A empresa segue acreditando na Justiça e está confiante que o Ministério Público não irá acolher o indiciamento feito pela Autoridade Policial, que desde o início tem agido com indevida precipitação na análise do caso.

 

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