Polícia investiga ataques racistas a estudante de colégio cívico-militar em Curitiba

A polícia investiga ataques racistas a uma adolescente de 14 anos, aluna de um colégio de Curitiba. Após ter o caderno r..

Leonardo Gomes - BandNews FM Curitiba - 19 de novembro de 2021, 14:41

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal

A polícia investiga ataques racistas a uma adolescente de 14 anos, aluna de um colégio de Curitiba. Após ter o caderno rabiscado com diversas mensagens criminosas, a menina foi ameaçada de morte. O caso aconteceu no Colégio Cívico-Militar Sebastião Saporski, no bairro Taboão. As informações são da BandNews Curitiba.

Em entrevista à emissora, a mãe da garota, Josiane Carvalho, afirma que a família só quer que os autores dos ataques sejam responsabilizados criminalmente.

"Gente com ignorância, maldade no coração. Não entendo, uma pessoa ter ódio da outra por conta da cor da pele, é uma criança de 14 anos. No dia que aconteceu e ela recebeu as injúrias racistas, uma amiga dela me mandou uma mensagem falando que havia acontecido o racismo na escola e que ela mesma não sabia como agir. Foi feito no caderno dela de novo. Ela levou para o diretor e a gente foi até lá", relembra a mãe.

Os ataques ocorreram em ao menos dois momentos. Na última semana, a jovem teve o caderno rabiscado com ameaças e insultos. Revoltada com o ataque, a aluna tirou fotos e denunciou o caso aos colegas. Diante da situação, uma manifestação em apoio da adolescente foi realizada no colégio, se posicionando contra o racismo. A ação solidária à garota também teve apoio de funcionários e pedagogos do colégio.

O diretor de Educação da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Roni Miranda, condenou os ataques criminosos e reforçou que a pasta dá suporte a ações pedagógicas já iniciadas na instituição.

"A gente não tolera racismo ou qualquer tipo de discriminação dentro do ambiente escolar. O espaço de educação é também um espaço de discussão, orientação aos nossos estudantes. A secretaria está à disposição aos pais e profissionais, para dar todo o suporte e apoio nesse momento. Uma equipe multidisciplinar que vai estar atuando nessa escola no sentido de apoiar e dar todo o suporte aos professores, funcionários, equipe pedagógica, pais e estudantes", afirma Miranda.

As mensagens racistas e ameaças explicitas feitas no caderno da menina foram repassadas à polícia.

Em nota, a Seed afirmou que acompanha a situação e espera em conjunto com as autoridades policiais a resolução mais rápida para o caso. A pasta disse, ainda, que enviou representantes do Núcleo Regional de Educação de Curitiba para dar apoio à família e a estudante.