Polícia liberta mais 5 cães que eram usados em rinha

Redação

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Na manhã desta terça-feira (17) a PCPR (Polícia Civil do Paraná), em uma nova etapa da da operação do final de semana, resgatou mais 5 cães da raça Pitbull que eram usados para duelos em rinhas pelo país.

O cães estavam em um espaço de treinamento em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

O espaço pertence ao treinador que foi preso na operação das polícias civis do Paraná e de São Paulo, em Mairiporã, no último dia sábado (14).

Segundo o delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, os animais estavam sendo vítimas de maus-tratos. “Estavam sem alimentação, sem água, em correntes extremamente curtas e todos, sem exceção alguma, estavam com marcas de brigas”, disse o delegado.

Um médico veterinário voluntário, da ONG Instituto Fica Comigo, acompanhou o resgate dos cães e confirmou o estado de maus-tratos dos bichos.

O treinador foi solto ontem pelo poder judiciário de São Paulo, mediante pagamento de fiança.

A Polícia Civil do Paraná fará novo pedido de prisão.

 

A OPERAÇÃO

Um criador e treinador de pitbulls de Curitiba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, foram os primeiros alvos das investigações.

Ao todo, 41 pessoas foram presas na operação. Dentre ele  médicos, veterinários, um policial militar, cinco estrangeiros e vários adolescentes que participam do duelo internacional de cães da raça Pitbull.

Segundo o delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente no Paraná, o local da rinha dos cães era muito chocante.

“A gente encontrou uma cena muito chocante, porque no momento que entramos no recinto, estava acontecendo um duelo, com dois cachorros. Tinha um americano, que era o juiz, desesperado para soltar os cachorros, mas ele não conseguia. Então ele começou a bater em um dos cachorros pra tentar soltar. Uma cena de terror, eu que tenho 13 anos de polícia, nunca tinha visto uma situação daquela. Tinha cachorro morto, cachorro machucado, os cachorros mortos eram assados para eles comerem, uma cena totalmente de terror”, desabafou o delegado responsável pela operação.

Segundo a Polícia, uma equipe de veterinários acompanhou toda a operação e felizmente nenhum dos animais precisou de eutanásia, embora o estado de saúde deles fosse bastante crítico.

RINHA ERA TRANSMITIDA PELA INTERNET

A quadrilha era bem especializada e estruturada. As lutas eram transmitidas em grupos fechados pela internet para o mundo todo. Ano passado a rinha aconteceu na República Dominicana.

“Trata-se de um grupo especializado em rinha internacional. É um grupo extremamente organizado. Eles  vendiam camisetas do evento com a pesagem de cada animal e faziam apostas físicas e online, em grupos fechados pro mundo inteiro. Eram especializados em causar intenso sofrimento  a esse animais”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil de São Paulo apreendeu cerca de R$ 47 mil no local. Cada cão Pitbull vale em torno de R$ 200 mil porque são selecionados geneticamente, treinados pra isso. Segundo a investigação, os cães eram obrigados a fazer esteira, natação e eram privados do convívio de outros animais.

Dezenove cães da raça Pitbull foram resgatados. Os animais estavam muito machucados e alguns mortos.

Os presos foram encaminhamos para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da PCSP e devem responder por associação criminosa, maus-tratos contra animais com agravante de morte e jogo de azar.

 

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