Polícia faz operação contra desvio de dinheiro e contra crimes na saúde, em Curitiba

Redação

operação tráfico

A PCPR (Polícia Civil do Paraná) está nas ruas desde a madrugada desta terça-feira (17) realizando buscas de duas operações distintas, em Curitiba.

A primeira apura o desvio de mais de R$ 20 milhões das contas de um idoso.

A segunda investiga a venda de medicamentos “fitoterápicos” para emagrecer que continham substâncias psicotrópicas de uso e venda controladas.

OPERAÇÃO DEUTSCH

Na operação “Deutsch”, a PCPR está cumprindo cinco mandados de busca e apreensão em endereços relacionados a um advogado suspeito de subtrair mais de R$ 20 milhões de um idoso alemão. A ação acontece nos bairros Cristo Rei, Alto da XV, Centro e Batel.

Além das buscas, foi determinado o bloqueio de R$ 23 milhões de contas bancárias do alvo da ação. São investigados crimes de falsificação de documento público, associação criminosa, furto qualificado e estelionato.

Segundo o delegado que comanda as operações, Victor Laureiro, a polícia investiga a relação da esposa do idoso com o advogado que cuidava do patrimônio da família. Ele teria sido apresentado ao idoso pela esposa. A partir das desconfianças dos filhos da vítima, a PCPR iniciou as investigações. “O que nós apuramos é que no intervalo de 3 meses,  advogado transferiu da conta da Suíça da vítima, para uma empresa aqui no Brasil, no valor de R$ 23 milhões. A partir daí o dinheiro foi transferido para a conta pessoal dele sem nenhum motivo aparente, lesando o idoso nesse montante”, afirmou o delegado.

Há a suspeita de que a esposa do idoso e o advogado que tinha as procurações, tinham um casos amoroso e eram cúmplices no golpe.

OPERAÇÃO SLIM

Na operação “Slim”, a PCPR cumpre oito mandados de busca e apreensão em endereços onde estariam armazenados medicamentos irregulares, nos bairros Cidade Industrial de Curitiba, Boqueirão, Hauer e Bairro Alto.

Além dos mandados, estão sendo efetuadas buscas em estabelecimentos comerciais que vendiam os produtos.

Durante as investigações, a PCPR verificou que medicamentos “fitoterápicos” para emagrecer irregulares eram vendidos em grupos de aplicativos de mensagem, mídias sociais e em lojas da capital paranaense.

Segundo a PCPR, os medicamentos apresentados como fitoterápicos não obedeciam nem, ao menos, as regras da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Em exame pericial, foi constatada a presença das substâncias psicotrópicas sibutramina, fluoxetina, bupropiona e diazepam – todas sujeitas a controle especial e venda somente com a retenção de receita médica.

Previous ArticleNext Article