Polícia já ouviu 18 testemunhas de assassinato de petista em Foz do Iguaçu

Análise das imagens do crime contra Marcelo Aloízio de Arruda foi concluída. Inquérito deve ser finalizado até a próxima terça-feira (19).

Redação - 14 de julho de 2022, 12:17

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) ouviu, até esta quinta-feira (14), 18 testemunhas do assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Aloízio de Arruda

A análise das imagens do crime foi concluída e o foco agora, segundo a Sesp (Secretaria de Segurança Pública do Paraná), está nas diligências complementares. 

O investigado é o policial penal federal e bolsonarista Jorge Guaranho. São realizadas oitivas com as pessoas presentes no local e os familiares de Guaranho e de Marcelo, morto a tiros. 

As investigações são comandadas pela delegada Camila Cecconello, chefe do DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa), em Curitiba. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná fez uma troca, já que a antiga pessoa responsável, delegada Iane Cardoso, fez postagens em redes sociais contra o PT em 2016.

O partido pediu, ainda, a federalização das investigações, o que foi negado pela PGR (Procuradoria-Geral da República). O inquérito deve ser concluído até a próxima terça, 19 de julho.

MORTE DO TESOUREIRO DO PT EM FOZ DO IGUAÇU

O guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Aloizio Arruda, foi assassinado com dois tiros de arma de fogo, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, durante sua festa de aniversário de 50 anos.

O salão de festas da ARESF (Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu) estava decorado com balões vermelhos e imagens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cerca de 40 pessoas estavam no local. Segundo o boletim de ocorrência registrado na 6.ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu, durante a festa, o bolsonarista Jorge Guaranho - que era desconhecido por todos e não estava convidado - chegou ao local armado, acompanhado de uma mulher e uma criança de colo, dizendo aos gritos: "Aqui é Bolsonaro!".

Aproximadamente 20 minutos depois, o agente penitenciário retornou ao local, desta vez sozinho, com a arma de fogo em mãos. A esposa do aniversariante, que é policial civil, se identificou mostrando o distintivo. O aniversariante também sacou uma arma para que o agressor recuasse.

Conforme narra o boletim de ocorrência, ignorando os avisos, Jorge Guaranho abriu fogo e efetuou vários disparos. Pelo menos dois acertaram Marcelo, que revidou a agressão e atirou contra o bolsonarista três vezes.

O guarda municipal e tesoureiro do PT chegou a ser socorrido, mas morreu logo depois. Já o policial penal federal está internado em estado grave, num hospital da cidade, e tem um pedido de prisão preventiva determinado pela Justiça.