Policiais paranaenses entram na Justiça por coletes balísticos novos

Fernando Garcel, BandNews FM Curitiba e CBN Curitiba

Além da falta de equipamento, a Associação de Praças do Estado do Paraná (APRA) denúncia que policiais que buscam a Justiça estão sofrendo assédio em alguns batalhões do Estado.

A falta de coletes balísticos para policiais militares no Paraná já está na Justiça. Na última semana, ao menos três juizados de Curitiba e Região Metropolitana obrigaram o Estado do Paraná a conceder coletes balísticos novos a policiais no prazo máximo de 30 dias.

Os pedidos contam com o apoio e orientação da Associação de Praças do Estado do Paraná (APRA). “Eram muitas denúncias sobre coletes vencidos. Nós acompanhamos a primeira investigação da Polícia Civil no caso dos coletes que foram recauchutados ilegalmente. Depois, as coisas foram tomando uma proporção maior e hoje faltam oito mil coletes e há determinação que ele entregue o colete na unidade e depois vá para a casa”, comenta o presidente da APRA, Orélio Fontana Neto, sobre o revezamento do equipamento entre policiais.

Denúncias de assédio moral

Fontana Neto também denúncia que os policiais que estão sendo coagidos para não entrar na Justiça contra o Estado pelo direito de ter o equipamento. Outros estão sofrendo pressão dentro dos batalhões. “Os policiais militares que fazem a documentação e procuram a Justiça estão sendo assediados dentro dos batalhões. ‘Olha, toma cuidado, você entrou com ação contra o Estado’. Isso é um absurdo! Temos notícias disso em vários batalhões em várias cidades”, afirma. Segundo o presidente da associação, nesses casos, os policiais também são orientados a buscar a Justiça contra o assédio moral.

Sob escassez, policiais esperam 9,4 mil coletes à prova de balas
Policiais são orientados a revezar coletes à prova de balas no Paraná

Outro lado

Por meio de nota, o governo diz que, na próxima semana, a empresa vencedora da licitação irá entrega uma amostra dos coletes. Após analisados, começarão a ser entregues. O processo de compra prevê a aquisição de 7.900 equipamentos para a Polícia Militar. Com relação às denúncias de assédio moral, a Sesp e a PM dizem desconhecer a situação.

Com relação aos coletes que foram emprestados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, a SESP explica que eles não são do padrão utilizado pela Polícia Militar do Paraná. Como o empréstimo seria de apenas 120 dias, eles foram destinados ao Departamento Penitenciário do Paraná.

A Polícia Militar disse que o acesso à Justiça é um direito constitucional e a Polícia Militar respeita todo e qualquer direito de seus integrantes. Ainda segundo a nota, a PM não interfere no direito constitucional do militar estadual.

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