Policiais penais fazem homenagem a colega assassinado e pedem socorro ao governo

Redação

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Polícia penais de Curitiba e RMC prestam homenagem ao colega que foi assassinado nesta quarta-feira (12). Lourival de Souza, 49 anos, foi morto com 15 tiros, dentro da própria casa, em Piraquara.

Na manhã desta quinta-feira (13), colegas de profissão colocaram banners em frente às unidades penais pedindo justiça e providências do governo quanto ao caso, além de  investimento no sistema penitenciário e valorização da categoria.

Ontem, a polícia civil ouviu cinco pessoas envolvidas no caso e que tenta identificar os suspeitos do crime. A expectativa é que pelo menos mais seis pessoas sejam ouvidas.

O velório de Lourival de Souza, acontecerá às 13h30 desta quinta (13). Policiais Penais devem sair do velório e seguir em carreata até o Palácio Iguaçu.

POLICIAL ESTAVA SENDO AMEAÇADO, DIZ FAMÍLIA

Dois irmãos do agente penitenciário Lourival de Souza afirmaram que ele sofria ameaças constantes. “Ele falou que não tinha medo porque era a profissão que tinha escolhido. Houve uma tentativa um mês atrás ele comentava que o pessoal sempre ameaçava dentro do presídio”, disse o irmão da vítima, Mario de Souza.

Já Dirce de Souza, outra irmã da vítima, relatou que o irmão foi tomar banho e os três suspeitos renderam um amigo da família que também estava na residência. Ao saber que Lourival estava no banho, o trio foi ao banheiro e dispararam.

“Todo mundo tem medo quando tem alguém da família que trabalha [em presídio]. É muito perigoso né”, disse.
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Policial Lourival de Souza é morto dentro de casa, enquanto tomava banho. Família diz que ele estava sendo ameaçado. (Reprodução/Band Paraná)

SINDICATO PEDE RESTRIÇÕES EM PRESÍDIOS APÓS ASSASSINATO

Em nota, o Sindarspen (Sindicato dos Policiais Penais do Paraná) também tinha a informação que o agente foi ameaçado de morte por uma organização criminosa que age dentro e fora dos presídios.

Por isso, cobra da SESP (Secretaria de Seguranã do Estado do Paraná) e do DEPEN (Departamento Penitenciário do Paraná) que todas movimentações de pessoas dentro dos presídios sejam suspensas enquanto durarem as investigações.

Além disso, ainda exige uma resposta do governo estadual. “O governo ainda não apresentou um programa de atenção que pudesse dar mais segurança para que os policiais penais exerçam sua atividade com a tranquilidade de voltar para casa, no final do seu plantão e com a segurança para usufruir seu dia de folga”, diz o Sindicato em nota.

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