Policial ferido em Guarapuava é transferido para Curitiba

Ricieri Chagas passou por uma cirurgia para a retirada da bala que ficou alojada no corpo dele, mas alguns estilhaços ainda permaneceram.

Redação - 19 de abril de 2022, 16:24

(Foto: Reprodução/Instagram)
(Foto: Reprodução/Instagram)

O policial Ricieri Chagas, ferido na cabeça durante os ataques em Guarapuava, foi transferido na tarde desta terça-feira (19) para um hospital de Curitiba. Ontem, ele passou por uma cirurgia para a retirada da bala que ficou alojada no corpo dele, e alguns estilhaços ainda permaneceram. A informação foi dada pelo secretário de Segurança Pública do Paraná, Rômulo Marinho Soares e confirmada pela PMPR.

Chagas estava em coma até ser operado. Hoje pela manhã, foi diminuída a aplicação de medicamentos que o mantém sedado. De acordo com o secretário de estado, a ida para a capital paranaense é por uma questão de precaução.

"A cirurgia foi bem sucedida. Eu estive pessoalmente com a equipe médica na noite de ontem, mas nós vamos levar ele para o Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba. Nós vamos demonstrar o que a Segurança [Pública do Paraná] pode fazer para a gente salvar a vida desse profissional", afirmou Rômulo Marinho Soares em entrevista à RPC.

Ricieri Chagas é cabo da PMPR (Polícia Militar do Paraná) e foi uma das vítimas da tentativa de assalto à uma empresa de transporte de valores na cidade, que fica na região central do Paraná

Além dele, mais duas pessoas ficaram feridas: outro cabo da PM, José Douglas Bonato, que levou um tiro na perna, foi operado e não corre risco de morte; e um morador da cidade.

ATAQUES EM GUARAPUAVA

Cerca de 30 homens fortemente armados tinham o objetivo de realizar um assalto na transportadora de valores Proforte, em Guarapuava, entre o final da noite de domingo (17) e início desta segunda-feira (18).

Os criminosos incendiaram veículos na parte urbana da cidade e bloquearam a entrada e saída do 16° Batalhão de Polícia Militar, para evitar uma possível captura. Mesmo assim, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) e o comandante-geral da PM, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmaram que não teve falha policial e não houve êxito na realização do crime.

Ao todo, 260 policiais foram acionados com a missão de deslocar os envolvidos para a zona rural de Guarapuava. 

Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista - dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros bandidos abordaram veículos pelas ruas da cidade e utilizaram populares como reféns, enquanto acontecia o ataque à transportadora. 

Após a ação, que durou cerca de três horas, eles fugiram sentido interior do estado.