Policial ferido na cabeça passa por cirurgia em Guarapuava

Cabo Ricieri chagas foi uma das três vítimas do confronto. A bala está alojada no corpo dele e informação foi dada pela filha.

Redação - 18 de abril de 2022, 16:24

(Foto: Reprodução/Instagram)
(Foto: Reprodução/Instagram)

Ricieri Chagas, policial ferido durante os ataques em Guarapuava, passa por cirurgia na tarde desta segunda-feira (18) para a retirada de uma bala que está alojada na cabeça. A informação foi dada pela filha dele, Kallyne Chagas, nas redes sociais.

O policial, que é cabo da PMPR (Polícia Militar do Paraná), foi uma das três vítimas do confronto. Além dele, mais duas pessoas ficaram feridas: outro cabo, José Douglas Bonato, levou um tiro na perna, operado e não corre risco de morte; e um morador da cidade.

Durante a manhã, a filha do cabo Ricieri Chagas pediu orações pelo pai e agradeceu o deslocamento rápido até um hospital da cidade, mesmo com a viatura atingida por marcas de tiro.

"Só por Deus conseguir chegar com a viatura nesse estado até um hospital", desabafou Kallyne.

ATAQUES EM GUARAPUAVA

Cerca de 30 homens fortemente armados tinham o objetivo de realizar um assalto na transportadora de valores Proforte, em Guarapuava, entre o final da noite de domingo (17) e início desta segunda-feira (18).

Os criminosos incendiaram veículos na parte urbana da cidade e bloquearam a entrada e saída do 16° Batalhão de Polícia Militar, para evitar uma possível captura. Mesmo assim, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp) e o comandante-geral da PM, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, afirmaram que não teve falha policial e não houve êxito na realização do crime.

Ao todo, 260 policiais foram acionados com a missão de deslocar os envolvidos para a zona rural de Guarapuava. 

Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista - dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros bandidos abordaram veículos pelas ruas da cidade e utilizaram populares como reféns, enquanto acontecia o ataque à transportadora de valores Proforte. 

Após a ação, que durou cerca de três horas, eles fugiram sentido interior do estado.