Policial que confessou sequestro de empresário foge no PR

Fernando Garcel

Investigação apontou participação da namorada, a ex-miss Pinhais Karina Reis, no crime. Em depoimento, o PM confessou e isentou Karina da participação no crime
Foto: Reprodução/ PM

O policial militar Janerson Gregorio fugiu do Batalhão de Polícia de Guarda em Piraquara, na Região de Curitiba, na madrugada desta segunda-feira (4). Ele confessou ter participado do sequestro de um empresário em agosto do ano passado e estava preso desde a época. A informação foi confirmada pela Polícia Militar.

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De acordo com as investigações, Gregorio teria sequestrado a vítima a pedido de sua namorada, a ex-miss Pinhais Karina Reis. Porém, em depoimento, o policial militar confessou o crime, contou à polícia que precisava de dinheiro e eximiu a Karina e a mãe, que também foram presas na época, de qualquer envolvimento.

A PM não deu detalhes de como a fuga aconteceu, mas garante que buscas estão sendo feitas na região para localizar o foragido e que um Inquérito Policial Militar será aberto para apurar as circunstâncias da fuga e se comprovado a participação de agentes ou facilitação na fuga os mesmos serão punidos com o rigor da lei.


“A PM não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e ressalta que, para qualquer situação potencial envolvendo policiais, busca a elucidação de todos os fatos, e, se restar comprovada responsabilidade, os instrumentos adequados de saneamento, correição e expurgo são adotados, na forma legal, sendo respeitados os direitos ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório, para qualquer militar estadual e neste caso não é diferente”, finaliza a nota.

O crime

O empresário foi atraído pelos sequestradores que se passaram por clientes interessados no serviço que ele oferece e marcaram um encontro. Ele foi rendido em São José dos Pinhais na tarde do dia 29 de agosto de 2017, segundo o delegado Cristiano Augusto Quintas dos Santos, do Tigre, o grupo da Polícia Civil, especializado em sequestros.

Como resgate, o grupo teria pedido R$ 200 mil. O delegado Luiz Artigas, também do Tigre, afirma que o crime foi solucionado graças à reação da família da vítima.

“A família recebeu um pedido de resgate e nos procurou imediatamente, o que foi determinante no sucesso da investigação, o que nos permitiu trabalhar o caso desde bem o seu início. Com base nas informações prestadas pela família, no fato da família ter acreditado no trabalho da polícia e não ter pago o resgate, houve a possibilidade de resgatarmos o refém”, afirmou.

A vítima foi encontrada amordaçada, amarrada e vendada no porta-malas de um carro. O automóvel estava na garagem da casa do PM no bairro Jardim Botânico, em Curitiba. A mãe de Janerson, Sueli de Fátima Gregório, também estava no imóvel e acabou presa, mas deixou a cadeia há duas semanas por força de outro habeas corpus.

Foto: Reprodução/Facebook Miss Pinhais

Além de confessar o crime, Janerson contou à polícia que precisava de dinheiro, mas eximiu a mãe e a namorada de qualquer envolvimento.

“Diante do conjunto de provas que se apresentou aqui não tem como eximir, tanto a mãe, que foi no mínimo conivente com a situação, muito provavelmente – isso é o juiz que vai afirmar -, muito provavelmente ela sabia de tudo que se passava ali: o rapaz estava amarrado no interior do veículo e o veículo estacionado logo abaixo da janela do quarto dela. Ela também foi presa, continuamos diligenciando, descobrimos que havia uma terceira pessoa envolvida, que seria a namorada do principal sequestrador, e essa menina foi encontrada no município de Pinhais”, afirmou o delegado.

 

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