Políticos têm celulares clonados no Paraná

Mariana Ohde


Com Willuan Bittar, CBN Curitiba, e Metro Curitiba

Pelo menos dois importantes políticos dos Estado tiveram seus celulares clonados nos últimos dias. Na quarta-feira (7) à noite, a vice-governadora Cida Borghetti (PP) fez um esclarecimento nas redes sociais informando que pessoas próximas haviam recebido mensagens suas solicitando dinheiro. “Isso não é verdade! Meu celular foi clonado, infelizmente, por alguma ação mal intencionada envolvendo meu nome”, escreveu Cida.

A vice-governadora disse ter tomado todas as medidas legais, além de alertar sua operadora e até seu banco. “O caso está sendo investigado pela Secretaria da Segurança Pública”, reforçou.

Já ontem (8) quem passou pela mesma situação foi o líder do governo na Assembleia, Luiz Claudio Romanelli (PSB). “Atenção, meu Whatsapp foi clonado. Desconsiderem qualquer mensagem enviada hoje”, escreveu.

De acordo com os últimos dados da Polícia Civil, do ano de 2016, 15 boletins de ocorrência foram registrados por dia no Núcleo de Combate aos Ciber Crimes (Nuciber), relacionados aos crimes cibernéticos, que envolvem fraudes bancárias, clonagem de cartão de crédito, clonagem de celulares, entre outros casos.

Nos casos de clonagem de celulares várias questões de segurança estão envolvidas, já que geralmente utilizamos contas de e-mail, aplicativos de mensagens e aplicativos bancários.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a clonagem acontece quando o usuário se encontra fora da área de mobilidade de origem, ou seja, em “roaming”, e operando em modo analógico. Os estelionatários obtêm a combinação código do aparelho por meio de monitoração ilegal de telefone celular habilitado. A partir daí, esse código fica duplicado e é utilizado no aparelho clonado e o número automaticamente começa a ser utilizado pela pessoa que fez a clonagem.

A Anatel informa alguns indícios de que existe um celular clonado. O usuário então pode desconfiar no caso de ter dificuldade para completar chamadas feitas; quedas frequentes de ligação; dificuldade para acessar a caixa de mensagem; desconfiar ainda de chamadas recebidas de números desconhecidos, tanto nacional quanto internacional e também observar débitos na conta do celular muito acima da média.

Nestes casos, o usuário deve entrar imediatamente em contato com a prestadora de serviço e solicitar o bloqueio da linha. Se a ocorrência for denunciada por telefone, o usuário deve anotar o nome completo do atendente, a data, a hora, o número do boletim gerado e no caso de denúncia direta, obter cópia impressa da reclamação. Isso também deve ser feito em caso de perda do aparelho.

Outras sugestões são de que o usuário deve procurar consertar seu telefone celular em representantes autorizados dos fabricantes ou em oficina de sua confiança.

Quando estiver fora da área de atuação de sua prestadora, em modo conhecido como “roaming”, as ligações são consideradas de longa distância, nacional ou internacional.

Se ocorrer uma fraude nessa situação, estas não serão descobertas até que os registros de bilhetagem sejam trocados entre prestadoras, o que demandará algum tempo. Portanto, maior rigor no controle das chamadas quando estiver em viagens, além de cuidados nas passagens por aeroportos.

Além disso, é necessário fazer um boletim de ocorrência. Em Curitiba, esse boletim deve ser feito no Nuciber da Polícia Civil, que fica na R. José Loureiro, número 376, no Centro de Curitiba.

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Repórter no Paraná Portal
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