Por falta de vacinas, Curitiba interrompe vacinação contra covid-19

Vinicius Cordeiro

compra de vacinas por empresas

A vacinação contra covid-19 foi suspensa temporariamente em Curitiba nesta sexta-feira (19) por falta de vacinas. Ao meio-dia, todos os 14 locais de vacinação, três deles no modo drive-thru, encerraram as aplicações das primeiras doses. A situação tem sido recorrente em todo o país por falta de envio de novos lotes de vacinas por parte do Ministério da Saúde. Cascavel, na região oeste do Paraná, Cuiabá, Rio de Janeiro e Salvador também interromperam a imunização.

Até hoje, a prefeitura de Curitiba estava vacinando idosos com 85 anos ou mais. A administração garante que segue com o calendário de aplicação da segunda dose no pavilhão montado no Parque Barigui, um dos principais pontos turísticos da cidade. Ou seja, os profissionais de saúde, idosos, indígenas e pessoas com deficiência em instituições de longa permanência terão imunidade completa.

Segundo a administração, a vacinação daqueles que ainda não receberam nenhuma dose será retomada assim que mais vacinas sejam enviadas à cidade.

“As vacinas acabaram hoje. Aguardamos o Ministério da Saúde enviar novos lotes para retomar a vacinação. A segunda dose para aqueles que fizeram a primeira dose está reservada”, afirma Beatriz Battistela, superintendente executiva da Secretaria Municipal da Saúde.

Curitiba recebeu até agora 88.410 doses de vacina, sendo 65.250 doses de vacinas para a primeira aplicação (CoronaVac e AstraZeneca) e 23.160 vacinas para segunda dose (da CoronaVac).

A Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) prevê que o Paraná deve receber 2.421.355 doses até o fim de março, sendo que 452.366 imunizantes chegam ao estado ainda neste mês.

CURITIBA TEM CONDIÇÃO DE VACINAR 15 MIL PESSOAS POR DIA

Nessa primeira etapa, Curitiba ainda apresentou um ritmo mais lento da vacinação devido à limitação da quantidade de vacinas.

“Temos condições e estamos preparados para vacinar mais de 15 mil pessoas por dia se houver doses. Só precisamos que as vacinas cheguem”, disse Márcia Huçulak, secretária de Saúde de Curitiba.

Nesse sentido, prefeitos e governadores de todo o país pressionam o governo federal. Nesta sexta, o ministro Eduardo Pazuello esteve em reunião com a FNP (Frente Nacional dos Prefeitos). O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM) participou da videoconferência após enviar carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) solicitando mais doses da vacina.

Greca pediu que os profissionais de Educação sejam incluídos no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização, além de pressionar por mais vacinas. “Se Curitiba tivesse 15 mil doses diárias, a cidade estaria imunizada em três meses. O que não podemos é criar expectativa da vacina para os grupos e não ter a vacina”, disse o prefeito.

Até o momento, Curitiba acumula 135.088 casos e 2.796 mortes por covid-19. A cidade está sob a bandeira amarela, que determina medidas mais flexíveis aos diversos setores.

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