Posto de combustíveis desviados do porto é alvo de operação em Paranaguá

Narley Resende


Cinco pessoas foram presas em flagrante em uma operação conjunta de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Civil do Paraná que em um posto de combustíveis clandestino em Paranaguá, litoral do estado, no final da manhã desta quarta-feira (22).

De acordo com a polícia, três dos presos faziam parte do esquema criminoso. Outros dois estavam comprando combustível desviado. Os policiais apreenderam R$ 46,2 mil em dinheiro, escondidos dentro de um galpão, além de grande quantidade de carga.

Outras cinco pessoas com participação no esquema foram presas em um segundo local, onde as cargas eram desviadas.

Há algumas semanas, a PRF havia recebido uma denúncia anônima de que motoristas de caminhão estavam desviando cargas de combustíveis e de óleo vegetal nas imediações do Porto de Paranaguá.

Segundo a polícia. os caminhoneiros desviavam parte das cargas em um pátio de estacionamento. O combustível era estocado em bombonas, e posteriormente encaminhado para ser revendido no posto clandestino. Já o óleo vegetal era desviado através de um caminhão-tanque para um destino ainda desconhecido.

Na cabine de um dos caminhões, os agentes constataram a existência de dez galões cheios de água, que provavelmente seriam utilizados para completar o compartimento de carga, após parte de seu conteúdo ser desviada.

A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Civil em Paranaguá.

A ação realizada nesta quarta-feira (22) faz parte da Operação Égide da PRF, cuja fase atual no Paraná foi iniciada no último dia 13, na região metropolitana de Curitiba.

Além de combater crimes nas regiões de fronteira, a operação também busca combater a criminalidade nos principais trechos de rodovias federais do país.

Com a área de inteligência da PRF, a ação envolveu a Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas e a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil.

Crimes

Os presos responderão, a princípio, pelos crimes de formação de quadrilha, receptação e por crimes ambientais, entre outros.

Conforme o artigo 56 da Lei de Crimes Ambientais, quem guarda, transporta ou armazena substância tóxica em desacordo com as normas em vigor está sujeito a pena de um a quatro anos de prisão. O artigo 60 da mesma lei prevê até um ano de prisão para o responsável por estabelecimento potencialmente poluidor que não tenha seu funcionamento autorizado pelo poder público.

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