Preço da gasolina volta a subir após dois meses de queda

William Bittar - CBN Curitiba

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Quem precisou abastecer o veículo desde segunda-feira (22) percebeu que o preço cobrado pelo litro do combustível em Curitiba já está bem diferente.

Na semana passada, por exemplo, em alguns postos da capital, o consumidor pagou R$ 3,89 no litro da gasolina comum, segundo o relatório semanal da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), mas desde segunda-feira (22), o valor subiu mais um pouco. Em alguns postos, o litro da gasolina comum já chega a R$ 3,99.

Segundo o economista Jackson Bittencourt, antes da pandemia o preço dos combustíveis já apresentava queda, mas a oferta e demanda do produto nos últimos três meses causou a oscilação mais acentuada dos preços.

“Antes da pandemia estava havendo um aumento, uma expansão da oferta de petróleo e os preços já estavam começando a cair em uma medida internacional. Quando iniciou a pandemia houve um impacto na demanda por combustível, não é apenas o preço do petróleo no mercado internacional ou a taxa de câmbio, também tem um jogo de mercado que é a oferta e demanda. Comparando com outras metrópoles, o curitibano começou a ficar mais dentro de casa e consequentemente a demanda cai de forma expressiva e os preços também”, explica.

Entre os dias 12 e 18 de abril, em meio às restrições mais rigorosas para frear a transmissão da Covid-19, os postos de Curitiba chegavam a cobrar R$ 3,44 o litro da gasolina comum, mas podendo chegar a R$ 4,19. Esse valor despencou se comparado com a primeira semana de maio, entre os dias 03 e 09, quando o valor mínimo chegou a R$ 3,15 e o máximo a R$ 3,69.

A diferença nos preços variou entre R$ 0,29 e R$ 0,50, nos 54 postos de combustíveis que apresentaram nota fiscal ao consumidor na capital paranaense, segundo a ANP.

Jackson Bittencourt ressalta que ainda não é possível saber quando o preço será estabilizado, ainda mais, com a possibilidade de mais medidas restritivas com o aumento na transmissão do novo coronavírus.

“Existe a possibilidade até de lockdown aqui na região de Curitiba ou em outras cidades importantes do estado, e a população ficará em torno de 15 dias sob um confinamento mais significativo ainda do que vivemos hoje. Se a gente ficar mais confinado nos próximos dias a consequência é que os preços comecem a cair novamente devido à essa falta significativa de demanda”, diz.

Para quem abastece com etanol, a variação do preço nas últimas semanas foi menor, mas também aumentou. Segundo a ANP, o valor mínimo em Curitiba, na primeira semana de maio, chegou a ser de R$ 2,18 o litro, mas, na semana passada, o menor valor era de R$ 2,42.

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