Prédio onde ocorreu explosão permanece interditado até apresentação de laudo pelo condomínio

Estelita Hass Carazzai - BandNews FM Curitiba


O prédio de seis andares onde ocorreu uma explosão neste sábado (29), no bairro Água Verde, permanece interditado pela Prefeitura de Curitiba. As famílias que moram nos 24 apartamentos do edifício só poderão retornar ao local após a apresentação de um laudo pelo condomínio, que ateste a estabilidade do prédio. O edifício foi interditado de forma preventiva pela Cosedi, a Comissão de Segurança em Edificações da Prefeitura de Curitiba. Com a explosão, as paredes do sexto andar, onde ocorreu o acidente, ruíram, e serviços como o elevador e a energia elétrica deixaram de funcionar.

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Segundo o secretário de Defesa Social de Curitiba, Guilherme Rangel, um engenheiro do município verificou, em uma análise preliminar, que não houve danos estruturais ao prédio. Mas o condomínio precisa apresentar um laudo que ateste que não há riscos à segurança dos moradores. É só depois desse laudo que eles poderão retornar ao edifício, segundo o secretário.

Ele continua interditado para que não aconteça mais nenhum incidente. Agora, a gente aguarda que o condomínio apresente um laudo estrutural ou não”, explicou Rangel.

O secretário ressalta que, apesar de não haver danos estruturais aparentes ao prédio, serviços básicos, como energia elétrica e gás, foram prejudicados com a explosão. “A explosão afetou o elevador, não teria como utilizar o serviço de gás, energia elétrica do condomínio. Vai ter que ter uma manutenção grande para retomar a vida normal”,

As 24 famílias que moravam no edifício estão em casas de parentes pela cidade. Segundo a prefeitura, uma vez apresentado o laudo pelo condomínio, a liberação do prédio deve ser rápida. O secretário diz ainda que o município aguarda a conclusão das investigações sobre o acidente para tomar eventuais providências em relação a serviços de impermeabilização de móveis em Curitiba.

A principal suspeita da polícia e dos bombeiros é que produtos de impermeabilização, que estavam sendo aplicados em um sofá, tenham provocado o acidente. Rangel diz que a prefeitura, em parceria com o Corpo de Bombeiros e outros órgãos, pode avaliar que tipo de solvente estava sendo utilizado e se é o caso, por exemplo, de proibir o uso dessa substância no município. Isso só deve acontecer, porém, após a conclusão das investigações.

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