Prefeitura estima perda de R$ 647 milhões na arrecadação de impostos em Curitiba

Leonardo Gomes - BandNews FM Curitiba

imposto de renda, pessoa física, irpf, paraná, paranaenses, declaração, declarações, receita federal, prefeitura de curitiba, arrecadação de imposto

A Prefeitura de Curitiba estima uma perda de R$ 647 milhões na arrecadação de impostos neste ano em função da pandemia da Covid-19. A projeção foi divulgada pelo secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, Vitor Puppi, durante prestação de contas nesta quarta-feira (27) na Câmara Municipal.

O secretário detalhou que grande parte da perda é em razão da queda na arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS), principal fonte de receita tributária da prefeitura e cuja arrecadação está diretamente ligada ao desempenho da economia, principalmente na atividade dos prestadores de serviço, como dentistas, academias e oficinas mecânicas.

Segundo Vitor Puppi, além do ISS outros impostos registraram queda.

“Temos uma crescente nos meses de janeiro e fevereiro e fomos muito impactados a partir da metade do mês de março, em especial o mês de abril. Acreditamos também que no mês de maio deverá ocorrer um decréscimo bastante significativo da arrecadação do município. Nós imaginamos que teremos uma queda no IPTU em torno de 80 milhões de reais, no ISS em torno de 240 e 3 milhões de reais, no ITBI em torno de 61 milhões de reais. É um impacto muito severo e agressivo sobre a arrecadação do município”, afirma o secretário.

ITBI, taxas, receitas de contribuições e transferência correntes também devem ter variação negativa de 5 a 19%. A perda total de R$ 647 milhões, conforme o secretário, é o que equivale a 47% do que era esperado arrecadar de ISS em 2020, ou 71% do IPTU. Segundo projeções apresentadas na sessão, a retomada da atividade econômica em Curitiba deve ocorrer a partir do mês que vem, com normalização em setembro.

“O cenário é extremamente volátil. Nós temos trabalhado com alguns, por enquanto estamos com o cenário administrável da cidade em razão das reservas que nós temos e que foram fundamento para o encaminhamento à câmara municipal do nosso fundo de estabilização e recuperação fiscal. A crise realmente tem contornos dramáticos, em especial nas médias e grandes cidades, nas capitais, que é aonde os casos da doença existem e é quem mais tem gasto com os serviços de saúde”, diz.

Para o secretário, no ano que vem será necessário uma readequação das despesas para incentivar o setor de serviços, que é a principal fonte de receitas municipais. Além disso, ele afirmou que haverá necessidade de ações coordenadas para incentivar investimentos em infraestrutura urbana, gerando emprego e movimentando a economia local, com ampliação do investimento público.

Leia também: Mais de 10 mil servidores de prefeituras do Paraná receberam auxílio emergencial

Previous ArticleNext Article