Prefeitura de Curitiba entra com ação para permitir abastecimento de alimentos

Andreza Rossini


A Procuradoria Geral de Curitiba entrou com uma ação de Tutela de Urgência para conseguir liberação judicial que possibilite a volta do abastecimento à Ceasa (Central de Abastecimento do Paraná) em Curitiba, responsável pela distribuição de alimentos em toda a capital.

A unidade fica às margens da BR-116 e sofre com os bloqueios impostos pela greve nacional no setor de transportes, que impedem a chegada de gêneros alimentícios.

Entidades como Ocepar e Fecomércio estudam medidas semelhantes e apoiaram a iniciativa. “Meu dever é insistir na defesa da cidade”, disse o prefeito Rafael Greca. “É uma questão de defesa social, de defesa civil, de sobrevivência econômica e de humanidade.”

A ação busca garantir o direito de ir e vir em Curitiba, destacou o prefeito, que defendeu a importância da reabertura de todas as estradas no estado.

“Consideramos também o risco de desabastecimento que aflige nossa cidade”, afirmou Greca, citando que 11 mil refeições diárias de programas do Sesc e da Fecomércio estão sob risco, além das 4.700 refeições servidas nos Restaurantes Populares de Curitiba.

“Precisamos garantir também o abastecimento do Mercado Municipal, dos 15 Sacolões Populares, dos 40 Armazéns de Família, dos quais 33 ficam em Curitiba e sete nas cidades vizinhas, das 92 feiras livres e dos 900 supermercados da nossa grande cidade”, afirmou o prefeito

“A situação está ficando muito crítica. O desabastecimento está sendo quase generalizado. Estamos falando de quase 40 mil empresas prejudicadas só no setor de alimentos no Paraná”, disse o presidente da Fecomércio, Darci Piana. “A entidades estão em sintonia com as autoridades. Hoje estivemos com o prefeito, ontem estivemos com a governadora para encontrar soluções.”

Três sacolões abrem

Devido à continuidade da greve dos caminhoneiros, apenas quatro Sacolões da Família da Prefeitura vão funcionar nesta quarta-feira (30/5). Estarão abertas as unidades do Boa Vista, Jardim Paranaense, Carmo e Boqueirão. Esses locais, no entanto, poderão fechar mais cedo, se acabarem os estoques de hortifrutigranjeiros no décimo dia da paralisação nacional dos caminhoneiros.

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