Prefeitura de Curitiba recebe 90 denúncias por uso de fogos de artifício com barulho

A Prefeitura de Curitiba recebeu 90 denúncias por uso de fogos de artifício com barulho na virada do ano de 2021 para 20..

Redação - 01 de janeiro de 2022, 14:25

Em época de festas juninas, a Comissão de Segurança em Edificações e Imóveis (Cosedi), da Prefeitura de Curitiba, reforça o alerta à população para os cuidados necessários na hora de soltar fogos de artifício.
Foto: Luiz Costa/SMCS
Em época de festas juninas, a Comissão de Segurança em Edificações e Imóveis (Cosedi), da Prefeitura de Curitiba, reforça o alerta à população para os cuidados necessários na hora de soltar fogos de artifício. Foto: Luiz Costa/SMCS

A Prefeitura de Curitiba recebeu 90 denúncias por uso de fogos de artifício com barulho na virada do ano de 2021 para 2022. Os fogos com barulhos são proibidos na capital paranaense desde dezembro de 2020.

Segundo a prefeitura, as denúncias foram feitas através da Central 156. Porém, o número foi menor do que na virada de 2020 para 2021, quando 187 relatos foram realizados no primeiro ano em que a proibição estava valendo.

Além disso, seis acidentes por conta dos fogos de artifícios foram registrados pelo Hospital Evangélico Mackenzie. O local atende casos de queimaduras ou casos do réveillon que não foram graves.

PROIBIÇÃO DOS FOGOS DE ARTÍFICIO COM BARULHO EM CURITIBA

A lei que proíbe os fogos de artificio com barulho em Curitiba foi uma proposta da Câmara Municipal, em 2019. Segundo o texto, é proibida a utilização de fogos de artificio e artefatos pirotécnicos "de alto impacto ou com efeitos de tiro", em locais fechados, abertos, públicas ou privadas da capital paranaense. Podem ser usados os fogos com efeitos de cores e os luminosos, que têm efeitos visuais sem tiro.

O objetivo é proteger animais domésticos, a fauna silvestre, bebês e pessoas portadores de transtornos do espectro autista. As denúncias devem ser feitas justamente na Central 156.

As multas para quem soltar ou manusear os fogos proibidos variam de R$ 400 a R$ 100 mil, conforme a gravidade da infração.

“É importante lembrar que a comercialização de fogos com efeito de tiro não é proibida. As lojas fazem a sua parte orientando o consumidor, que deve estar consciente na hora da compra”, explica o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Marcos Traad.