Prefeituras agem por vacinas, apoio do exército e novos leitos em meio a colapso pela Covid-19

Jorge de Sousa

Prefeituras agem por vacinas, apoio do exército e novos leitos em meio a colapso pela Covid-19

Nas últimas duas semanas, todas as regiões do Paraná estão sofrendo com a alta nos casos da Covid-19 e taxa de ocupação nos leitos de UTI acima dos 90%.

Nesse período, as Prefeituras do estado têm buscado diversas formas para tentar mitigar esses impactos, entre eles a adesão de um consórcio para a compra de vacinas, apoio do exército na fiscalização das medidas restritivas e negociações por equipamentos para ampliação dos leitos de UTI e enfermaria.

O consórcio de vacinas criado pela Frente Nacional de Prefeitos já foi aderido ao menos por Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina, sendo que a capital paranaense já encaminhou projeto de lei para a Câmara de Vereadores para sacramentar o acordo.

“Eu quero que Brasília cumpra o plano nacional de imunização, que mande as vacinas, ou me deixe comprar as vacinas, porque eu tenho R$ 100 milhões para comprar. Eu tenho muito respeito pela instituição do presidente da República, mas, acima de tudo, tenho respeito pela vida humana”, analisou o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), em entrevista recente para a CNN Brasil.

A falta de cumprimento das medidas restritivas contra a Covid-19 levou algumas Prefeituras a até mesmo buscarem apoio do Exército para auxílio na fiscalização.

Em Francisco Beltrão, o prefeito Cleber Fontana (PSDB) buscou apoio do Exército que deixou aberta a possibilidade de atividades conjuntas com a Polícia Militar e Guarda Municipal nem ações futuras.

Fontana inclusive chegou a gravar vídeo dentro da UTI do Hospital Regional de Francisco Beltrão para tentar conscientizar a população sobre a doença.

O prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PSD), também se pronunciou sobre a alta de internações pela Covid-19 no município. Maia chegou a mencionar que a cidade não aceitaria atender pacientes de municípios vizinhos que não adotasses as medidas restritivas previstas no decreto estadual que estabeleceu entre outras medidas, lockdown entre às 20h e 5h.

“Esse lockdown que o governo do Estado contribui, sem dúvida nenhuma, mas não sei se será de apenas uma semana. A gente não sabe mais o que fazer para que uma parte das pessoas cumpra as medidas de segurança. Continuamos recebendo denúncias de festas, de locais fechados com as pessoas dentro. Então as pessoas precisam entender que estamos em um caos”, explicou Maia em entrevista para a CBN Maringá.

Já o crescimento das internações em Cascavel levou o prefeito Leonaldo Paranhos (PSC) a pedir auxílio da Secretaria de Estado da Saúde e ao Ministério da Saúde para transferir pacientes com Covid-19 do município.

“Estamos diante de uma realidade muito triste, os números não param de aumentar. Estamos recebendo muita gente da região. A situação é bem precária. Acho que vamos conseguir justificar e ter uma cota extra de vacina. Como a chegada da vacina nós dependemos dos outros, vamos fazer aquilo que depende de nós: distanciamento e muita disciplina” explicou Paranhos em live nas redes sociais da Prefeitura.

O pedido do prefeito motivou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, a visitar Cascavel nesta quinta-feira (4), sendo que o município recebeu um carregamento de respiradores e outros insumos hospitalares para ampliar os leitos de UTI e enfermaria.

Mas a situação da Covid-19 no Paraná caminha para seguir difícil nos próximos dias. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, 699 pessoas aguardam por leitos de UTI e enfermaria em todo o estado.

“A você que infelizmente acha que a pandemia já acabou, que está saindo de casa… Não achem que queremos interromper a atividade de ninguém. Não adianta achar que vamos criar mais leitos num estalar de dedos. Não temos mais equipes e equipamentos”, pontuou o secretário Beto Preto.

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