Presidente e diretor do Morgenau são presos suspeitos pela morte de mulher executada a tiros em Curitiba

Vinicius Cordeiro

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Wagner Cardeal Oganauskas e Marcos Antônio Ramon, presidente e diretor da Sociedade Morgenau, um dos principais clubes sociais de Curitiba, foram presos nesta quinta-feira (24) suspeitos pela morte de Ana Paula Campestrini. Segundo a Polícia Civil do Paraná, a dupla teria orquestrado o homicídio da mulher de 39 anos na última terça. Ela foi executada com 14 tiros em frente à própria residência, no bairro Santa Cândida.

Segundo a polícia, o presidente do clube é o ex-marido de Ana Paula. Os dois viviam relação conturbada pela disputa da guarda dos três filhos – de nove, 11 e 17 anos – e não aceitava a relação homoafetiva que a mulher passou a ter. Diante desse cenário, ele teria planejado a morte de Ana com o amigo da diretoria, que é apontado como executor do crime.

Está comprovado no inquérito policial que o autor dos disparos perseguiu o veículo da vítima quando ela saiu da Sociedade Morgenau, o clube onde os três filhos faziam atividades esportivas. Exatamente na data da sua morte, ela conseguiu realizar a carteirinha de acesso ao clube”, diz a delegada Tathiana Guzella.

Conforme ela, a polícia obteve imagens da perseguição do diretor desde que Ana Paula saiu do clube. Ela tinha ido ao Morgenau fazer a carteira de associada para poder acompanhar os filhos enquanto eles faziam as atividades esportivas.

Em nota, os advogados de defesa apontam que a dupla prestará depoimento no início desta tarde e está à disposição da Justiça.

O Paraná Portal tenta um posicionamento da Sociedade Morgenau.

ANA PAULA CAMPESTRINI TEVE DIVÓRCIO PROBLEMÁTICO, APONTA POLÍCIA

Segundo a delegada Camila Cecconello, Ana Paula Campestrini era uma pessoa tranquila e com boas relações. A única exceção foi com o ex-marido devido ao divórcio complicado já que Ana Paula começou a namorar outra mulher.

“Eles tinham alguns problemas quanto à divisão de bens, guarda de filhos e problemas pessoais desde que a vítima pediu a separação alegando que gostaria de viver com uma outra mulher”, diz ela.

Ana Paula Campestrini foi enterrada ontem em Santa Catarina.

Ana Paula foi executada a tiros em crime organizado pelo ex-marido, diz polícia. (Reprodução/Redes sociais)

A expectativa é que o inquérito seja finalizado até a semana que vem para ser apresentado à Justiça, mas as diligências seguem ainda nesta semana. Por enquanto, a perspectiva é que ambos sejam acusados de feminicídio.

Além disso, a polícia ainda pede que qualquer pessoa com informações sobre o caso entrem em contato pelo número (41) 0800-6431121, de forma anônima, ou vá até a DHPP (Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa).

MULHER FOI EXECUTADA A TIROS EM CURITIBA – VEJA VÍDEO DA AÇÃO 

O assassinato de Ana Paula Campestrini foi registrado por uma câmera de segurança e as imagens foram divulgadas pela Polícia Civil.

O vídeo mostra o portão do condomínio abrindo enquanto a mulher aguarda para entrar com o carro. Neste momento, o motociclista para ao lado e aponta a arma antes de fazer mais de 10 disparos.

Conforme a delegada Camila Cecconello, os depoimentos de amigos e parentes da vítima apontaram que o ex-marido foi quem ordenou a morte de Ana Paula Campestrini. Ela estava no clube no qual o ex-marido é presidente

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