Preso autor de “guia para estuprar mulheres”

William Bittar - CBN Curitiba

Marcelo Valle Silveira Mello, 32 anos, que já havia sido preso em uma operação da Polícia Federal, em 2012, e condenado a seis anos e sete meses de prisão, foi solto em 2015, e agora, foi preso por cometer os mesmos crimes, incitando a violência contra mulheres, negros, homossexuais, e até incentivando o abuso sexual de mulheres e menores.

Mello é um velho conhecido da Justiça, pois foi a primeira pessoa a ser condenada por crime de racismo na internet, em 2009. Segundo a Polícia Federal, ele ainda teria feito um guia de como estuprar mulheres.

Além do mandado de prisão, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Curitiba, Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE), Santa Maria (RS) e Vila Velha (ES). Além de Marcello Mello, as buscas aconteceram na casa de seis homens e uma mulher.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, ameaça, racismo e incitação ao crime, já que eles também incitavam crimes como o estupro e o assassinato de mulheres e negros, e pelo crime de terrorismo, pois eles foram responsáveis por ameaças de bomba encaminhadas a diversas universidades do país.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Flávio Setti, o simples falto de se ter feito uma ameaça de bomba já configura o crime de terrorismo.

“Não foi verificado nenhum fato concreto que aponte a existência de qualquer ato preparatório, que seja, para a preparação de um a bomba, de um explosivo, para a efetivação de qualquer tipo de atentado terrorista. Mas o simples fato de ameaçar configurou crime porque a lei do terrorismo prevê que, a partir do momento que eu faço uma ameaça de bomba, eu já estou causando um terror social e isso daí, por si só, já configura o crime de terrorismo”, explicou.

Setti também lembrou que ninguém está impune na internet e que qualquer tipo de crimes, incitações e ameaças são investigadas quando denunciadas.

Sessenta policiais federais participaram da ação. Mello já está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, e ainda não tem um advogado constituído no processo.

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