Presos de facção criminosa acompanham depoimentos por videoconferência

Vinte e três pessoas presas na Operação Alexandria começaram a ser julgadas nesta terça-feira (30). Eles são suspeitos d..

Jordana Martinez - 30 de agosto de 2016, 18:30

Vinte e três pessoas presas na Operação Alexandria começaram a ser julgadas nesta terça-feira (30). Eles são suspeitos de integrar uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios. Dos 23 réus, três já estão soltos.

A operação foi realizada em dezembro do ano passado e 778 pessoas foram denunciadas. As testemunhas de acusação são as primeiras a serem ouvidas e, em seguida, acontece a apresentação da defesa dos presos. Nesse caso os depoimentos são feitos por videoconferência. Ao invés dos presos irem até a 8ª Vara Criminal de Curitiba para participar da audiência, eles se reúnem em uma sala na Penitenciária Estadual de Piraquara, a PEP I.

Em entrevista à rádio BandNewsCuritiba,  o diretor do Depen, Luiz Alberto Cartaxo, afirmou que a tendência é de que, a partir de agora, as videoconferências passem a ser usadas de forma sistemática.

"O projeto traz uma mudança radical nos custos por conta das escoltas. Nós teremos a partir de agora a realização sistemática de audiências por videoconferência", afirmou Cartaxo.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Wagner Mesquita, a intenção é de que os 20 réus que estão detidos acompanhem todas as fases do processo por videoconferência.

A investigação da Operação Alexandria começou depois que a polícia apreendeu cadernos com anotações e detalhes da atuação da facção no Paraná. Foram interceptadas, com autorização judicial, mais de 30 mil ligações. Por decisão do Poder Judiciário, 237 telefones foram bloqueados, além de 28 contas bancárias usadas pela quadrilha. O nome da operação foi inspirado na Biblioteca Real de Alexandria que foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo.