Presos escapam da cadeia no Paraná após divulgarem plano de fuga na internet

Vinicius Cordeiro

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Dois presos fugiram da cadeia de Cambé, na região norte do Paraná, na madrugada desta segunda-feira (3), exatamente uma semana após publicarem um vídeo revelando o plano da fuga por um túnel. O material divulgado no Youtube mostrava a reclamação dos detentos quanto à superlotação do presídio e o buraco cavaco, mas que acabou sendo tapado com concreto pela polícia.

De acordo com o delegado Roberto Fernandes, os policiais obtiveram a informação, na manhã de domingo (2) que os presos iriam tentar uma nova fuga. Os órgãos de segurança autorizaram o reforço da segurança: dois investigadores e dois agentes penitenciários passaram a trabalhar na cadeia, que também contou com uma ronda feita pela PM (Polícia Militar) no entorno.

Contudo, a medida não evitou a ação dos presos. “Por volta das 4h, eles tentaram empreender fuga e dois, de fato, conseguiram. Os demais foram contidos pelos policiais, que entraram rapidamente em ação e evitaram uma fuga em massa”, conta o delegado.

TÚNEIS DIFERENTES, DIZ DELEGADO

O buraco utilizado na fuga de hoje (3) foi diferente do túnel mostrado na semana passada. De acordo com a polícia, aquele túnel foi tapado com concreto um dia após a publicação do vídeo.

Apesar disso, os presos utilizaram o mesmo local para a construção do novo túnel. Ele foi feito no pátio de sol da ala principal, área projetada para 32 detentos e que é ocupada por 159.

“Eles cavaram do mesmo pátio, mas em outra direção. No primeiro, eles tentaram sair no Fórum. Esse saíram no pátio da delegacia e foram pular o muro do Fórum quando foram contidos, mas dois conseguiram pular”, finaliza o delegado.

A polícia segue em busca dos dois foragidos na região.

Veja o vídeo divulgado pelos presos na semana passada

SUPERLOTAÇÃO NO PARANÁ

A cadeia pública de Cambé está com problemas de superlotação há anos. A prisão foi feita para abrigar 54 detentos, mas está com 208 pessoas atualmente.

Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública do Paraná não enviou resposta sobre o caso até o momento da publicação. Contudo, o espaço segue aberto.

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