Procon investiga 500 denúncias de preços abusivos em postos de combustíveis

Lucian Pichetti - CBN Curitiba

Com a greve dos caminhoneiros e o desabastecimento, os preços subiram.

O Procon do Paraná investiga cerca de 500 denúncias de abusos nos preços dos combustíveis cometidos em postos durante a paralisação dos caminhoneiros, que durou 10 dias, no final de maio.

De acordo com a diretora do Procon/PR, Cláudia Silvano, todos os processos estão em andamento e o consumidor deve ter paciência. “Boa parte delas já tem notificação expedida. A partir de agora, é o curso normal do processo. A legislação nos obriga a respeitar o devido processo legal, ampla defesa, contraditório, até se chegar à aplicação da sanção”, explica.

A reclamação em relação aos preços abusivos nas bombas não foi a única. “Uma reclamação secundária foi a falta de preços. Agora, a reclamação principal é o preço em si. Os aumentos, o valor pelo qual o combustível foi vendido”, diz Claudia.

Durante a semana, houve também denúncias de combustível adulterado. “Na sexta, identificamos quatro situações de combustível adulterado. Se o consumidor tem a nota fiscal, ele tem como comprovar e acionar aquele posto para que se responsabilize pelos prejuízos sofridos”.

Claudia lembra que as notas fiscais ainda adicionam informações ao aplicativo Nota Paraná, que pode auxiliar os consumidores a encontrar postos e consultar os preços praticados.

Preços seguem altos

Mesmo após a greve, o preço dos combustíveis continua salgado. Em Curitiba, o preço médio da gasolina comum, por exemplo, é de R$ 4,49. Antes da paralisação era de R$ 4,06. Claudia Silvano orienta o consumidor que se sentir lesado a pegar a nota fiscal no posto e denunciar ao Procon.

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