Procon-PR multa banco em R$ 90 mil por conceder empréstimos não solicitados

Redação


O Procon-PR multou nesta quinta-feira (12) o banco C6 em R$ 90 mil por prática abusiva e outras infrações que ferem o Código de Defesa do Consumidor.

Segundo o órgão estadual, que é vinculado à Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho do Paraná, pessoas de diversas regiões do estado reclamaram que foram surpreendidas com empréstimos consignados não solicitados e o desconto das parcelas em suas contas destinadas ao recebimento de aposentadoria e pensão do INSS.

Esta é a segunda multa em pouco mais de um mês que o Procon-PR aplica à instituição financeira. No dia 6 de julho, o banco C6 já havia sido multado em R$ 296.308,21, também por realizar empréstimos não solicitados para os consumidores mais vulneráveis, pessoas idosas e pensionistas.

“Os consumidores não solicitaram e nem autorizaram esses empréstimos e, ao procurarem o C6, não conseguiram resolver a situação. Daí a aplicação das multas”, explicou o secretário da Justiça, Ney Leprevost.

De acordo com o Procon-PR, ao conceder empréstimo sem solicitação e fazer o desconto das respectivas parcelas, o banco cometeu prática abusiva. Além disso, a empresa aproveitou-se da idade e do fato dos consumidores serem titulares de aposentadoria e pensão, além de usar os dados das pessoas sem o devido consentimento, transferindo aos consumidores o ônus de comprovar que os contratos não eram válidos.

CANAIS DE ATENDIMENTO DO PROCON-PR DURANTE A PANDEMIA

Devido à pandemia da covid-19, o Procon-PR orienta as pessoas a buscarem os canais digitais de atendimento.

Para reclamações, o caminho mais fácil é acessar a plataforma www.consumidor.gov.br, também disponível em aplicativo gratuito para Android e iOS. Mais de 900 empresas participam da ferramenta, entre elas operadoras de telefonia, TV a cabo, varejo, lojas online, bancos, entre outros.

Também é possível registrar uma reclamação diretamente no site do Procon-PR.

 

e oferece ao consumidor algumas formas de contato: a Simples Consulta, que tem como objetivo o esclarecimento de dúvidas na compra de produtos ou contratação de serviços; e a CIP (Carta de Informações Preliminares), que demanda uma intervenção do órgão para solucionar de forma rápida as reclamações apresentadas pelos consumidores (no prazo médio de 10 dias).

Também existe possibilidade de um Processo Administrativo, que requer audiência de conciliação entre as partes e sujeita o fornecedor às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor

Previous ArticleNext Article
[post_explorer post_id="782739" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]