Professor da Paraná tem artigo, que analisa altura de crianças e adolescentes, publicado na Lancet

Redação


O professor e pesquisador Luis Paulo Mascarenhas, da Unicentro (Universidade Estadual do Centro Oeste), em Irati, na região dos Campos Gerais do Paraná, teve um artigo publicado no periódico The Lancet.

A pesquisa que o docente fez parte, analisa altura e o peso de pessoas de cinco a 19 anos entre 1985 a 2019 em 200 países. Uma amostra de, aproximadamente, 98% da população mundial nesta faixa etária.

PESQUISA ANALISOU ALTURA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM IDADE ESCOLAR

Segundo Mascarenhas, o estudo observou que os europeus apresentam uma estatura significativamente maior que os indivíduos do sul da Ásia, da América Latina e da África. Em alguns casos, foi observado que alguns adolescentes de 19 anos têm, praticamente, a mesma estatura que meninos de 14 anos da Alemanha, por exemplo.

“Um dado interessante é que existe uma diferença bastante grande com relação a estatura. Uma diferença de quase 20 centímetros entre o pais mais alto do mundo e aquele que têm os adolescentes de 19 anos mais baixos”, explicou o professor do Paraná que teve o artigo publicado na Lancet.

O professor reiterou que esse é um dos poucos estudos de comparação mundial sobre saúde e nutrição de crianças e adolescentes em idade escolar, que também observou a trajetória, conforme a idade, do IMC (Índice de Massa Corporal).

Foi observado que adolescentes da Oceania tem IMC acima da média esperada para sua faixa etária, que é de 25 kg/m², enquanto eles costumam apresentar 28 kg/m². O pesquisador compara essa estatística com outras ao redor do mundo.

“Comparando os valores do maior índice de massa corporal com o menor índice de massa corporal, se encontrou uma variação de quase 10 kg/m². Na Oceania, os valores maiores de 28 e em outros locais encontrou-se valores de 18 kg/m². Isso pode equivaler a uma variação, aproximadamente, em quilos, de 25 kg entre a população como um todo”, afirma.

PROFESSOR DO PARANÁ REVELOU IMPLICAÇÕES PARA O BRASIL, NA THE LANCET

A pesquisa sobre a trajetória de altura e a variação do IMC em crianças e adolescentes das últimas décadas também revelou algumas implicações para o Brasil, que deixaram o grupo de pesquisadores em alerta.

“A expectativa de crescimento que se traz para os 19 anos, em especial da América Latina e Caribe, fica dois a três centímetros abaixo da curva esperada, ou seja, durante esse período tem algum agente, algum fator que está inviabilizando o potencial de crescimento das nossas crianças”, explicou.

Mascarenhas é membro do NCD Rick Factor Collaboration, que é uma rede mundial de cientistas que estudam fatores de riscos de doenças crônico-degenerativas. O estudo do professor do Paraná  “Trajetórias do índice de massa corporal e estatura de crianças e adolescentes em idade escolar de 1985 a 2019 em 200 países e territórios” pode ser lido na The Lancet on-line, clique aqui!

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